O tradicional Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, transformou-se em cenário de pânico na noite deste sábado (25). O norte-americano Cole Tomas Allen, de 31 anos, abriu fogo contra o evento com o objetivo confesso de atingir autoridades ligadas ao presidente Donald Trump. Armado com revólveres e facas, o suspeito — que estava hospedado no próprio hotel Washington Hilton — disparou entre cinco e oito vezes antes de ser contido por agentes federais. O ataque provocou a retirada imediata de Trump e da primeira-dama, Melania, sob escolta pesada do Serviço Secreto, interrompendo o cronograma da noite oficial na capital americana.
Pânico no Hilton: O momento dos disparos
O incidente ocorreu por volta das 20h35 (horário local), quando o presidente já ocupava a mesa principal. Um forte estrondo seguido de gritos de “abaixem-se” tomou conta do salão. Segundo informações da CBS News, Allen tentou forçar a entrada na área restrita do evento antes de ser interceptado.
Um agente federal ficou ferido durante a ação, mas, de acordo com o próprio presidente, o colete à prova de balas evitou uma tragédia maior. Trump, que concedeu coletiva logo após o susto, descreveu o atirador como um “lobo solitário maluco” e reforçou a necessidade de contenção rigorosa contra esse tipo de perfil.
Quem é o atirador?
Residente de Torrance, na Califórnia, Cole Tomas Allen não possuía apenas as armas utilizadas no ataque, mas um pequeno arsenal que portava no momento da prisão. Atualmente, ele recebe tratamento hospitalar sob custódia e aguarda o indiciamento formal, previsto para esta segunda-feira.

As acusações que pesam contra ele incluem:
- Uso de arma de fogo durante crime violento;
- Agressão contra agentes federais.
Repercussão Nacional e Segurança
O episódio reacende o debate sobre a segurança em eventos de alta cúpula nos EUA e a vulnerabilidade de locais públicos, mesmo sob vigilância do Serviço Secreto. A motivação política declarada pelo suspeito deve ampliar as investigações sobre grupos extremistas e ameaças individuais a membros do governo federal.