O piloto de um avião suspeito que foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em Mato Grosso morreu neste sábado (24), após um confronto com policiais militares na região de Juara. Na sexta-feira (23), ele havia realizado um pouso forçado, incendiado a própria aeronave e fugido para uma área de mata ao perceber a aproximação de um caça A-29 Super Tucano.
Segundo a FAB, o avião, um Cessna branco, vinha da Bolívia e sobrevoava o território brasileiro sem plano de voo e com matrícula não identificada. A aeronave foi detectada por um avião-radar E-99, utilizado para monitorar o espaço aéreo, inclusive em regiões remotas.
Após o pouso e o incêndio, equipes de segurança iniciaram buscas pelo piloto. De acordo com informações divulgadas pelo comando da Polícia Militar na região, ele foi encontrado na manhã deste sábado e acabou baleado durante uma abordagem. O homem chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

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Piloto ateou fogo ao avião após ser interceptado pela FAB
A ocorrência começou na sexta-feira (23), quando a Força Aérea Brasileira identificou uma aeronave suspeita sobrevoando irregularmente o estado de Mato Grosso.
O avião havia ingressado no espaço aéreo brasileiro vindo da Bolívia e não apresentava plano de voo nem matrícula identificada, condições que motivaram a operação de policiamento aéreo.
Para acompanhar a aeronave, a FAB mobilizou um caça A-29 Super Tucano e um E-99, conhecido como avião-radar.
Ao perceber a interceptação, o piloto do Cessna realizou um pouso forçado em uma área rural próxima ao município de Juara, no noroeste de Mato Grosso, a aproximadamente 550 quilômetros de Cuiabá.
Depois de aterrissar, ele incendiou a aeronave e fugiu do local.
A operação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em conjunto com a Polícia Federal.
Piloto morreu após confronto com policiais militares
Após a fuga, equipes da Polícia Militar iniciaram buscas na região, com apoio de unidades especializadas, incluindo o Grupo Especial de Fronteira (Gefron).
Segundo o comandante do 21º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Alex Fontes, o suspeito foi localizado na manhã deste sábado (24), em uma área de mata.
De acordo com a versão apresentada pela polícia, o homem resistiu à abordagem e foi atingido durante um confronto.
Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Juara, mas morreu após dar entrada na unidade.
Até a divulgação das informações, a identidade do piloto ainda estava sendo confirmada pelas autoridades.
As circunstâncias do confronto deverão ser apuradas pelos órgãos responsáveis.
Polícia investiga suspeita de transporte de drogas
A possibilidade de envolvimento com o tráfico internacional de drogas é uma das linhas consideradas pelas autoridades.
Segundo o comandante da Polícia Militar, havia suspeita de que o avião transportasse entorpecentes e de que o incêndio tivesse sido provocado para destruir possíveis evidências.
Essa hipótese, entretanto, ainda depende de confirmação por meio das investigações e dos exames periciais.
Equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram mobilizadas para analisar o local onde a aeronave pousou e verificar a possível presença de materiais ilícitos.
Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação oficial sobre a apreensão de drogas no avião.
A Polícia Federal acompanha o caso em razão da suspeita de uma possível ligação com o tráfico internacional.
Como a FAB identificou o avião suspeito?
A interceptação contou com o apoio de um E-99, aeronave equipada com sistemas de radar capazes de detectar aviões que voam em baixas altitudes e em regiões de difícil monitoramento.
O equipamento permitiu identificar e acompanhar o Cessna que se deslocava irregularmente sobre Mato Grosso.
Depois da detecção, um caça A-29 Super Tucano foi empregado para executar os procedimentos de identificação e policiamento do espaço aéreo.
Essas medidas são utilizadas pela Força Aérea Brasileira para verificar aeronaves suspeitas, orientar pilotos e impedir voos considerados irregulares.
No caso registrado em Juara, a aproximação do caça foi seguida pelo pouso forçado do avião suspeito.
Operação foi realizada em conjunto com a Polícia Federal
A FAB informou que toda a ação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais e acompanhada pelo piloto do caça responsável pela interceptação.
A Polícia Federal participou da operação, que integra os esforços de fiscalização e combate a voos ilícitos no território brasileiro.
A região de Mato Grosso próxima à fronteira com a Bolívia é uma das áreas monitoradas pelas forças de segurança devido à possibilidade de utilização de aeronaves e pistas rurais em atividades criminosas.
A Força Aérea destacou que mantém ações permanentes de vigilância para proteger o espaço aéreo nacional e garantir a segurança da navegação aérea.
O caso segue sob apuração para esclarecer a finalidade do voo, a possível existência de carga ilícita e as circunstâncias da morte do piloto.