Bahia e Santos protagonizaram um duelo eletrizante que terminou em 2 a 2 na noite deste sábado (25), na Arena Fonte Nova, em Salvador, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time paulista dominou a primeira etapa e construiu a vantagem com dois gols de pênalti de Rollheiser, ambos assinalados após intervenção do VAR. No entanto, em uma reação movida por substituições táticas e pressão constante no segundo tempo, o Tricolor de Aço buscou a igualdade com gols de Luciano Juba, em cobrança de falta, e Willian José, de cabeça. O resultado frustrou os planos do Peixe de encostar no topo e premiou a persistência baiana diante de sua torcida.
Primeiro tempo: Domínio santista e castigo no VAR
O jogo começou com o Bahia tentando impor o ritmo, mas foi o Santos quem leu melhor a partida. Apostando em uma marcação alta e transições velozes, o Peixe forçou erros defensivos dos donos da casa. A rede balançou primeiro após Erick Pulga cometer pênalti em Gabriel Bontempo; Rollheiser cobrou com categoria e abriu o placar.
O Bahia chegou a carimbar o travessão, mas a noite parecia ser dos visitantes. Em novo lance revisado pelo árbitro de vídeo, foi marcado toque de braço de Ramos Mingo na área. Novamente, Rollheiser assumiu a responsabilidade e ampliou: 2 a 0. Sob vaias da torcida, o Esquadrão desceu para o vestiário em situação crítica.
Segundo tempo: Mudanças e o grito de empate
Na volta do intervalo, o técnico do Bahia arriscou tudo: sacou o zagueiro Gabriel Xavier para a entrada do lateral Gilberto e colocou Everton Ribeiro no jogo. O time se tornou totalmente ofensivo. O Santos teve a chance de “matar” o confronto em contra-ataques, mas Lautaro Díaz desperdiçou uma oportunidade clara cara a cara com o goleiro Léo Vieira.
O castigo pela chance perdida veio aos pés de Luciano Juba, que acertou uma falta magistral para diminuir. Inflamado, o Bahia sufocou o adversário até que Willian José testou firme para o fundo das redes após cruzamento de Erick Pulga. Nos acréscimos, o goleiro santista Diógenes ainda operou um milagre em chute de Acevedo, impedindo o que seria uma virada histórica.