Na véspera do segundo turno presidencial, a pesquisa Futura Inteligência revela um cenário de disputa milimétrica entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em todo o Brasil, com diferença de apenas 0,2 ponto percentual nos votos válidos e indefinição total sobre quem sai na frente nas urnas.
Empate técnico no limite da margem de erro
No recorte de votos válidos — que desconsidera brancos, nulos e indecisos — Flávio Bolsonaro aparece com 50,1% das intenções de voto, e Lula tem 49,9%. Os números colocam os dois candidatos em empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Segundo o instituto, “Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,1% das intenções de votos válidos” e “Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 49,9% das intenções de votos válidos”. A própria Futura destaca que “a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%”.
Na pesquisa espontânea, em que o entrevistado diz em quem pretende votar sem receber lista de nomes, Lula marca 46,6%, Flávio Bolsonaro tem 46,1% e os indecisos somam 3,7%. É justamente esse grupo, ainda sem definição, que ganha peso decisivo na reta final.
Como a pesquisa foi feita
O levantamento foi realizado por telefone com 2.000 eleitores de todas as regiões do país, entre os dias 23 e 24 de outubro. O nível de confiança informado é de 95%, o que significa que, se pesquisas com a mesma metodologia fossem repetidas várias vezes, em 95 de 100 casos os resultados ficariam dentro da margem de erro.
A Futura Inteligência informa que “a pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE sob o código BR-09726/2026”. O estudo inclui cenário espontâneo e cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor.
Indecisos em posição de fiel da balança
Com os dois candidatos virtualmente empatados, os 3,7% de indecisos na sondagem espontânea podem definir o resultado da eleição. Além deles, entram na conta eleitores com voto pouco consolidado, que ainda podem mudar de posição nas últimas horas antes da votação.
O equilíbrio observado tende a intensificar a mobilização nas campanhas neste sábado, com aposta em agendas de rua, redes sociais e ações voltadas a reduzir abstenção e conquistar o eleitor que ainda hesita. A narrativa de que “cada voto decide” deve ser explorada pelas duas candidaturas.
Entenda o contexto
A nova pesquisa chega em um ambiente de forte polarização política e de atenção redobrada de partidos, investidores e instituições ao desenrolar das eleições. Com a disputa aberta, analistas avaliam que o clima de incerteza pode manter em alerta setores da economia e do mercado financeiro, que costumam reagir a sinais de mudança no comando do Executivo.
O próprio instituto ressalta que pesquisas eleitorais refletem o momento da coleta dos dados e são influenciadas por fatores como metodologia, amostra e formulação das perguntas. Não são, portanto, uma previsão exata do resultado das urnas, mas um retrato estatístico usado por campanhas, agentes políticos e econômicos para calibrar estratégias.
Com a divulgação deste último levantamento antes da votação, a disputa segue indefinida até a abertura das urnas, em um segundo turno no qual qualquer movimento de última hora pode ter peso desproporcional no desfecho da corrida ao Palácio do Planalto.