Sete municípios acreanos comemoram, neste 28 de abril de 2026, 34 anos de criação. Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Porto Acre e Santa Rosa do Purus foram instituídos pela Lei Estadual nº 1.028, de 1992, durante o governo de Edmundo Pinto.
As cidades surgiram, em grande parte, do desmembramento de territórios maiores, com origens ligadas ao ciclo da borracha e à formação de comunidades em antigos seringais.
Ao longo de mais de três décadas, esses municípios consolidaram suas identidades, enfrentando desafios típicos da região amazônica, como o isolamento geográfico e a necessidade de infraestrutura, mas também avançando em desenvolvimento social, econômico e cultural.
Acrelândia
Conhecida como a primeira cidade planejada do estado e apelidada de “terra do café com leite”, baseia sua economia na agricultura, com destaque para a produção de café e banana, Acrelândia celebra o crescimento contínuo.
Em publicação oficial, a gestão destacou que a data representa “mais do que uma comemoração, mas o reconhecimento de um povo trabalhador, de uma cultura que fortalece e de uma cidade que cresce com coragem e determinação todos os dias”.

Bujari
Com forte ligação com a floresta e a vida rural, o município reforça sua trajetória marcada pela perseverança.
De origem tupi, “Bujari” refere-se a “terra fofa”, associada a terrenos alagadiços. Situa-se a cerca de 23 km a noroeste da capital, Rio Branco, sendo um centro local com forte base agropecuária.
A prefeitura ressaltou que são “34 anos de uma história construída com trabalho, fé e coragem”, destacando ainda que o município é “lar de gente guerreira que transforma desafios em conquistas”.
Capixaba
O município que fica na divisa com a capital acreana, Rio Branco e com alguns estados da Bolívia, e tem sua história com início no século 20, preparou uma programação especial para marcar a data, reunindo moradores em um momento cívico e festivo.

Segundo a gestão do município, a celebração é “um momento especial para celebrarmos juntos a nossa história, conquistas e o futuro de Capixaba”, reforçando o sentimento de coletividade.
Epitaciolândia
Com uma história marcada pela mobilização popular, Epitaciolândia destaca seu processo de emancipação como fruto da participação democrática.
Situado na fronteira com a Bolívia (Cobija) e vizinho a Brasiléia, a cidade tem a população estimada em cerca de 18.757 pessoas, segundo senso de 2022.
Epitaciolândia é um importante polo de comércio, turismo de fronteira e pecuária, sendo conhecida pelo Circuito Country e por ser pioneira no turismo sustentável no estado.
Em nota, a gestão enfatizou que o município foi construído “com luta, determinação e a força de um povo que acreditou no seu próprio desenvolvimento”.

Jordão
Isolado geograficamente, mas rico em cultura e tradição, Jordão simboliza resistência.
É um município brasileiro também conhecido por ser uma das cidades mais tranquilas do país, acessível apenas por via aérea ou fluvial, pelos rios Tarauacá e Jordão, se destacando pela forte presença indígena, cultura seringueira e por ser o ponto mais alto do estado.
A prefeitura celebrou “uma história escrita por mãos corajosas e corações que nunca desistem”, destacando ainda que a cidade vive “um novo momento de desenvolvimento e cuidado com a nossa gente”.

Porto Acre
Berço histórico do estado, Porto Acre relembra suas origens e a força de seu povo.
Com uma economia baseada na agricultura e forte influência ribeirinha, o município é conhecido historicamente como ex-Puerto Alonso, local da última batalha da Revolução Acreana
Em publicação, a prefeitura afirmou que a cidade é “uma trajetória construída com coragem, trabalho e o sonho de um povo que nunca deixou de acreditar”, reforçando o sentimento de pertencimento e identidade.

Santa Rosa do Purus
O município destaca a riqueza cultural e a união de seu povo.
Conhecido como uma das cidades mais isoladas do Brasil, localizado na fronteira com o Peru, Santa Rosa do Purus conta com cerca de 6,8 mil a 7,2 mil habitantes.
A região enfrenta desafios logísticos, sendo acessível principalmente pelo Rio Purus, e tem a economia baseada no extrativismo e agricultura.
A gestão municipal descreveu a cidade como “uma terra que carrega no coração a simplicidade, a união e a esperança de dias cada vez melhores”, ressaltando o orgulho dos moradores.

As comemorações reforçam não apenas a passagem do tempo, mas a construção coletiva de municípios que seguem se desenvolvendo, preservando suas raízes e projetando o futuro com esperança.