Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, comentou os dados recentes do mercado de trabalho e respondeu a questionamento do Grupo Norte de Comunicação sobre os desafios da informalidade na região Norte.
Segundo o novo Caged, o Brasil registrou 228 mil vagas formais em março e mais de 613 mil no acumulado do primeiro trimestre. Apesar do avanço, estados da Amazônia ainda apresentam altos índices de informalidade.
Ao responder, o ministro reconheceu o problema, mas destacou uma melhora no cenário nacional. “Esse debate da informalidade… nós temos um processo crescente. À medida que a economia se fortalece, a tendência é a formalidade aumentar — e tem acontecido isso”, afirmou.
Marinho ressaltou que o país já viveu um cenário pior. “Tivemos em anos recentes mais de 50% de informalidade. Hoje, estamos com cerca de 60% dos trabalhadores na formalidade e algo em torno de 39% na informalidade, que ainda é muito alta, mas melhor do que no passado recente”, disse.
O ministro também apontou medidas adotadas pelo governo para enfrentar o problema, como o reforço na fiscalização. “Fizemos o maior concurso da história para auditores fiscais. Incorporamos 900 novos auditores e auditoras para combater não somente a informalidade, mas também más condições de trabalho”, destacou.
Outra estratégia, segundo ele, é a criação de acordos com setores produtivos. “Estamos trabalhando com pactos em setores econômicos. Já tivemos resultados positivos no café e na fruticultura, e queremos avançar com a construção civil e outros segmentos”, explicou.
Marinho ainda buscou tranquilizar trabalhadores que temem perder benefícios sociais ao ingressar no mercado formal. “Não tenha medo da carteira assinada. Não vai perder o Bolsa Família, a não ser que adquira uma condição consistente dentro da transição estabelecida”, afirmou.
Ao final, o ministro reforçou a importância do crescimento econômico aliado à formalização. “Precisamos de uma economia cada vez mais forte. A formalização ajuda a proteger o trabalhador e fortalecer as famílias”, concluiu.