Aliados do presidente Lula têm sugerido que ele declare apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso Master. Até agora, o chefe do Executivo vinha evitando se posicionar, mas integrantes do PT defendem uma postura mais firme para pressionar o Congresso Nacional.
A avaliação dentro do partido é que um gesto público de Lula reforçaria a estratégia de associar o escândalo financeiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro, linha já explorada em peças de comunicação que passaram a usar o termo “BolsoMaster”.
Segundo interlocutores do Planalto, o movimento também serviria como recado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se posiciona contra a criação da CPI do Banco Master e atuou nos bastidores contra a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os fatores citados para a rejeição de Messias está sua proximidade com o ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master na Corte.
As investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) indicam que o esquema não ficou restrito a um único espectro político, alcançando nomes da direita, do centro e da esquerda.
O episódio já entrou no radar da disputa política e tende a ser explorado tanto por Lula quanto por Flávio Bolsonaro, em meio à retórica de combate à corrupção.
Nos bastidores, aliados defendem que o presidente utilize as redes sociais para apoiar a CPI e reforçar a necessidade de uma investigação abrangente sobre as irregularidades financeiras.
*Com informações de CNN