A manicure cearense Ivoneide Almeida da Silva, de 35 anos, foi assassinada no sábado (24), dentro de casa, no bairro Jardim América, em Várzea Paulista, no interior de São Paulo. O principal suspeito é o namorado da vítima, Marcos Vinícius Domingos dos Santos, de 29 anos, que teria participado de uma festa de casamento após o crime. A Justiça decretou a prisão temporária do investigado, que continuava sendo procurado pela polícia nesta quarta-feira (28).
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, Marcos Vinícius teria confessado o assassinato ao próprio irmão durante a festa, realizada em Barueri, na Grande São Paulo. O familiar procurou a delegacia e relatou o que ouviu. Ivoneide foi encontrada morta por um vizinho no imóvel onde morava. O caso é investigado como suspeita de feminicídio.
Mulher de 35 anos é encontrada morta dentro de casa na Zona Leste de SP
Namorado teria confessado assassinato durante casamento
O relato apresentado à polícia pelo irmão do suspeito aponta que Marcos Vinícius foi à residência de Ivoneide durante a madrugada de sábado, depois de sair do trabalho. Os dois teriam iniciado uma discussão que evoluiu para agressões físicas.
Ainda segundo o depoimento, Marcos Vinícius afirmou ter matado a namorada por esganadura, ou seja, por compressão do pescoço. Essa versão faz parte da investigação e deverá ser confrontada com os laudos periciais e outros elementos reunidos pela Polícia Civil.
Após a morte da manicure, o investigado teria seguido para uma festa de casamento em Barueri, município localizado a aproximadamente 58 quilômetros de Várzea Paulista.
Foi durante a comemoração que ele teria contado ao irmão o que aconteceu. O familiar posteriormente prestou depoimento e repassou as informações às autoridades.

Quem era a manicure cearense morta em São Paulo?
Ivoneide Almeida da Silva tinha 35 anos e era natural de Boa Viagem, município do interior do Ceará. Apesar de ter nascido no Nordeste, vivia em São Paulo desde a infância.

Ela trabalhava como manicure e estava investindo na própria qualificação profissional, com estudos na área de massoterapia.
A vítima e Marcos Vinícius se conheceram em Várzea Paulista e mantinham um relacionamento havia aproximadamente quatro anos.
De acordo com familiares, o namoro era considerado conturbado. Entretanto, parentes afirmaram não conhecer detalhes de possíveis ameaças ou agressões anteriores sofridas por Ivoneide.
Não há confirmação, nas informações divulgadas até o momento, de registros anteriores de violência doméstica envolvendo o casal.
Justiça decreta prisão temporária do suspeito
A Justiça de São Paulo decretou a prisão temporária de Marcos Vinícius Domingos dos Santos. A medida foi determinada durante a investigação da morte da manicure.
Até a divulgação das informações nesta quarta-feira (28), o homem não havia sido localizado pelas autoridades.
A prisão temporária é uma medida cautelar utilizada durante a investigação criminal, mediante decisão judicial e nos casos previstos em lei. Ela não representa condenação antecipada.
Os investigadores deverão analisar os depoimentos colhidos, os resultados dos exames periciais e outros elementos capazes de esclarecer a dinâmica do assassinato.
A defesa do investigado não havia sido localizada para comentar as acusações.
Polícia apura circunstâncias da morte
O caso é investigado como suspeita de feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões relacionadas à condição do sexo feminino, como violência doméstica e familiar.
O depoimento do irmão de Marcos Vinícius é uma das informações centrais da apuração, principalmente por relatar uma suposta confissão feita pelo próprio investigado.
A investigação ainda precisa esclarecer a sequência completa dos acontecimentos, confrontar os relatos com as provas técnicas e determinar as circunstâncias da morte de Ivoneide.

Próximos passos
A Polícia Civil continua as buscas por Marcos Vinícius, enquanto reúne elementos para esclarecer o assassinato.
A localização do investigado poderá permitir o cumprimento da ordem judicial de prisão e a coleta de seu depoimento sobre os acontecimentos.
Após a conclusão das diligências, o material reunido poderá ser encaminhado ao Ministério Público, responsável por avaliar as medidas criminais cabíveis.
Até o momento, Marcos Vinícius é tratado como suspeito, sem condenação judicial pelo crime.