A agência espacial norte-americana ainda não informou a data, o horário ou o local exatos da reentrada. A trajetória do equipamento e as condições da atmosfera influenciam o momento e a região em que ele entrará na atmosfera.
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Por que o Brasil está na faixa de possível queda?
O observatório percorre uma órbita inclinada aproximadamente 20,6 graus em relação à Linha do Equador. Essa característica faz com que sua trajetória passe por uma faixa que inclui parte do território brasileiro.
Isso significa que uma reentrada sobre o Brasil é fisicamente possível, mas não que o país tenha sido apontado como destino dos destroços. Segundo o astrônomo Marcos Calil, responsável pelo setor de observatório da Urânia Planetário, ainda não há dados que permitam afirmar onde os fragmentos poderão atingir a superfície.
O que pode acontecer durante a reentrada?
Ao entrar na atmosfera terrestre, o telescópio será submetido a um intenso aquecimento. Grande parte de sua estrutura deverá se desintegrar durante o processo, embora componentes mais resistentes possam sobreviver parcialmente e alcançar o solo.
Ainda não é possível determinar onde isso poderá ocorrer. A previsão depende do acompanhamento da altitude e da trajetória do equipamento até os momentos finais de sua descida.
Por que não é possível prever o local exato?
A reentrada depende de fatores que podem alterar o movimento do observatório, como mudanças na densidade da atmosfera e na atividade solar. Pequenas variações nessas condições podem modificar o momento em que o equipamento perde altitude e, consequentemente, o ponto de entrada na atmosfera.
À medida que o Swift se aproximar da Terra, os cálculos poderão ficar mais precisos. Por enquanto, a NASA não divulgou uma região específica de impacto.
Missão de resgate não conseguiu salvar o telescópio
Antes do encerramento definitivo das operações, houve uma tentativa de prolongar a vida útil do observatório. O plano previa o uso de uma espaçonave chamada LINK, desenvolvida pela empresa Katalyst Space Technologies, para capturar o Swift e elevar sua órbita.
A operação não foi concluída. Problemas técnicos no sistema de orientação da LINK impediram a captura do telescópio, e a tentativa de resgate foi encerrada. Sem meios próprios para recuperar altitude, o Swift continuou perdendo altura por causa do arrasto atmosférico.
O que o telescópio descobriu em quase 22 anos?
Lançado em novembro de 2004, o observatório foi projetado inicialmente para uma missão de dois anos, mas permaneceu em operação por quase duas décadas além do prazo original.
Durante esse período, o Swift observou mais de 2 mil explosões de raios gama, além de supernovas, buracos negros, asteroides e cometas. As observações ajudaram cientistas a investigar alguns dos fenômenos mais energéticos e distantes do Universo.
Mesmo com o fim das atividades, os dados científicos coletados pelo telescópio continuarão disponíveis para pesquisas. A reentrada marca o encerramento físico de uma missão que superou em muito a duração inicialmente planejada.