Minas Gerais é o 2º estado com mais denúncias de assédio eleitoral no trabalho

Dados do Ministério Público do Trabalho colocam o estado atrás apenas de São Paulo. Registros envolvem relatos de pressão, ameaças e retaliações contra trabalhadores por suas escolhas políticas.
Redação NC News
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Minas Gerais ocupa o segundo lugar entre os estados brasileiros com mais denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho, segundo dados do Ministério Público do Trabalho (MPT). O levantamento divulgado após o segundo turno das eleições de 2026 aponta que o estado registrou 351 denúncias até 29 de outubro, ficando atrás apenas de São Paulo, que contabilizou 620.

Na sequência aparecem Paraná, com 338 registros; Rio de Janeiro, com 252; Rio Grande do Sul, com 223; e Santa Catarina, com 165. Em todo o país, o MPT recebeu 3.396 denúncias ao longo de 2026, conforme o balanço divulgado em 29 de outubro.

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Denúncias aumentaram após o segundo turno

O volume de reclamações cresceu de forma expressiva nos dias seguintes à votação de 25 de outubro. Até o encerramento do segundo turno, Minas Gerais tinha 212 denúncias. Na atualização de 29 de outubro, o número chegou a 351, indicando que novos relatos continuaram chegando ao órgão após o fim da disputa eleitoral.

Em âmbito nacional, o MPT informou que recebeu 1.459 denúncias nos três dias seguintes ao segundo turno. Esse volume corresponde a aproximadamente 40% de todas as queixas registradas no ano.

O que caracteriza assédio eleitoral

O assédio eleitoral no trabalho ocorre quando alguém utiliza uma posição de poder ou influência no ambiente profissional para pressionar, constranger, intimidar ou discriminar trabalhadores por suas escolhas políticas. A prática pode envolver ameaças de demissão, promessas de vantagens, perseguição ou tentativas de interferir no voto.

A liberdade de escolha política é um direito do trabalhador. Empregadores não podem exigir apoio a candidatos, questionar o voto de funcionários ou impor punições por suas convicções políticas.

Como denunciar

Trabalhadores que sofrerem pressão, ameaça, constrangimento ou retaliação por motivos políticos podem apresentar denúncia ao Ministério Público do Trabalho. O órgão recebe relatos e pode investigar os casos, recomendar medidas e recorrer à Justiça quando necessário.

O MPT também reforçou que o encerramento das eleições não significa o fim da fiscalização. O órgão permanece atento a possíveis represálias contra trabalhadores em razão das escolhas feitas nas urnas.

 

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