Desemprego cai para 5,2% no Brasil e atinge menor taxa para setembro desde 2012

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (30) apontam redução de 234 mil pessoas desocupadas e recorde na população com trabalho; informalidade chega a 37,5%.
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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma redução de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o indicador estava em 5,4%, e é o menor registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012.

O levantamento aponta que o número de pessoas desocupadas diminuiu 4% na comparação trimestral, o equivalente a 234 mil brasileiros a menos procurando emprego. Em relação ao mesmo período de 2025, a queda foi de 6,9%.

Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou o maior contingente da série histórica, com crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,2% em um ano.
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A pesquisa do IBGE mostra que o nível de ocupação chegou a 59% da população em idade de trabalhar, uma alta de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.

Esse indicador considera a proporção de pessoas que efetivamente estão trabalhando, independentemente de terem carteira assinada, atuarem por conta própria ou exercerem atividades informais.

O crescimento da ocupação, acompanhado pela redução do desemprego, indica uma ampliação do número de brasileiros inseridos no mercado de trabalho no período analisado.

A taxa de desocupação, por sua vez, considera pessoas sem trabalho que estavam disponíveis e procuraram uma oportunidade no período de referência. Por isso, o indicador não inclui automaticamente todos os brasileiros que estão fora do mercado de trabalho.

Informalidade atinge 37,5% dos trabalhadores

Apesar da redução do desemprego, a informalidade continua presente em uma parcela expressiva do mercado de trabalho brasileiro.

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada no trimestre encerrado em setembro.

O percentual ficou ligeiramente acima dos 37,4% registrados no trimestre encerrado em junho, mas abaixo dos 37,8% observados no mesmo período de 2025.

A informalidade inclui diferentes situações de trabalho sem a proteção de vínculos formais, como empregados sem carteira assinada e parte dos trabalhadores por conta própria.

Os números mostram que a melhora na quantidade de pessoas empregadas não significa, necessariamente, que todos os novos postos ofereçam as mesmas condições de estabilidade e proteção trabalhista.

Trabalhadores por conta própria somam 26,1 milhões

O número de brasileiros que trabalham por conta própria chegou a 26,1 milhões, permanecendo estável tanto na comparação trimestral quanto na anual.

Essa categoria reúne profissionais que exercem atividades econômicas de maneira independente, incluindo trabalhadores autônomos, prestadores de serviços e pequenos empreendedores.

Entre os empregados do setor privado sem carteira assinada, o contingente foi de 13,7 milhões de pessoas, também sem variação significativa no período.

Já o número de trabalhadores domésticos ficou em 5,4 milhões, mantendo estabilidade nas duas comparações.

Os dados indicam que, embora o desemprego tenha diminuído, segmentos importantes do mercado de trabalho não apresentaram crescimento estatisticamente significativo no trimestre.

Subocupação cresce mesmo com queda do desemprego

Outro dado da Pnad Contínua mostra que a população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas aumentou 5,2% no trimestre.

Esse grupo é formado por pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e que estão disponíveis para ampliar a jornada.

Na comparação com o mesmo período de 2025, entretanto, houve redução de 5,4% no número de trabalhadores nessa condição.

O crescimento trimestral da subocupação demonstra que parte dos brasileiros, mesmo empregada, ainda busca ampliar sua carga horária e, consequentemente, suas oportunidades de rendimento.

População fora da força de trabalho permanece estável

A pesquisa também apontou estabilidade no número de pessoas fora da força de trabalho na comparação com o trimestre anterior.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve aumento de 0,8%.

Esse grupo inclui pessoas em idade de trabalhar que não estavam ocupadas nem procuravam emprego no período de referência.

Entre elas podem estar estudantes, aposentados, pessoas dedicadas a cuidados familiares e brasileiros que, por diferentes motivos, não estavam buscando uma ocupação.

A estabilidade desse contingente ajuda a contextualizar a redução da taxa de desemprego, já que o indicador depende tanto da quantidade de pessoas ocupadas quanto daquelas que procuram trabalho.

O que os números mostram sobre o mercado de trabalho?

O resultado divulgado pelo IBGE reúne dois movimentos importantes: a redução do número de desempregados e o crescimento da população ocupada.

Por outro lado, a informalidade de 37,5% e o aumento trimestral da subocupação mostram que ainda existem desafios relacionados à qualidade das vagas e à quantidade de horas trabalhadas.

A Pnad Contínua é uma das principais pesquisas utilizadas para acompanhar o mercado de trabalho brasileiro. Seus resultados permitem observar a evolução do emprego, do desemprego e das diferentes formas de ocupação ao longo do tempo.

Os próximos levantamentos deverão mostrar se a trajetória de redução do desemprego será mantida nos últimos meses de 2026.

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