Norte e Nordeste sofrem com calor extremo e risco cresce para o agro

Alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)
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O avanço do calor extremo já começa a provocar impactos diretos na produção agropecuária brasileira, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em conjunto com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), e aponta risco crescente de perdas no campo diante do aumento das temperaturas.

Segundo o relatório, o cenário preocupa pela combinação de calor intenso, longos períodos de seca e irregularidade das chuvas, fatores que vêm reduzindo a produtividade agrícola e elevando os desafios para produtores rurais.

“As altas temperaturas estão reduzindo produtividade e aumentando o risco no agro”, destacou a jornalista e pecuarista Carol Brazil durante o quadro Liga Agro News, da Liga FM.

Na pecuária, os efeitos já são percebidos no dia a dia das propriedades. O estresse térmico tem causado menor ganho de peso dos animais, redução da produção de leite e aumento dos riscos sanitários nos rebanhos.

“Na pecuária, o estresse térmico já provoca menor ganho de peso, queda na produção de leite e maior risco sanitário nos rebanhos”, afirmou.

As lavouras também sofrem os impactos. Culturas importantes para o abastecimento interno, como milho, feijão e pastagens, estão sendo afetadas pela falta de água e pelas temperaturas elevadas, comprometendo o potencial produtivo.

De acordo com a FAO, cada aumento de 1°C na temperatura média pode reduzir entre 4% e 10% a produtividade de culturas consideradas essenciais.

Diante do cenário, são recomendadas medidas urgentes de adaptação, especialmente para produtores do Norte e Nordeste. Entre as orientações estão garantir sombra e água de qualidade aos animais, ajustar os horários de manejo para evitar períodos mais quentes do dia e investir em cultivares mais resistentes ao calor.

Além disso, práticas de conservação de solo e água passam a ser consideradas fundamentais para reduzir prejuízos futuros.

“O clima já mudou e nessas regiões, a adaptação precisa ser mais rápida para evitar prejuízos ainda maiores”, alertou Carol Brazil.

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