Senadores republicanos criticam Trump e veem acordo com Irã como “derrota”

Aliados de linha-dura afirmam que promessa de "rendição incondicional" falhou e que concessões econômicas e nucleares podem tornar o regime de Teerã ainda mais poderoso.
Redação NC News
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O otimismo do presidente norte-americano Donald Trump em selar um acordo iminente com o Irã colidiu com uma forte resistência dentro do seu próprio partido. Senadores republicanos de linha-dura, historicamente aliados ao governo, vieram a público para alertar que os termos do pacto que está sendo desenhado representam um recuo estratégico e uma vitória diplomática para a república teocrática.

A insatisfação interna fez Trump desacelerar o tom no último domingo. O presidente, que antes demonstrava pressa, passou a recomendar cautela aos seus negociadores, afirmando que “não costuma fazer maus negócios”.

O que prevê o acordo e por que ele divide os EUA?

A guerra, que já dura 87 dias, não alcançou os objetivos militares iniciais da coalizão entre Estados Unidos e Israel, que eram a aniquilação do programa nuclear e a queda do regime islâmico. Diante do impasse militar e da rejeição da opinião pública americana ao conflito, a diplomacia entrou em campo com a mediação do Paquistão.

Segundo bastidores das negociações, o esboço do acordo prevê:

Cessar-fogo e rotas livres: Extensão da trégua militar e a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto crucial para o fluxo global de petróleo.

Alívio financeiro: O descongelamento de bilhões de dólares em ativos iranianos pelo mundo.
Contrapartida nuclear: Flexibilização das sanções econômicas americanas em troca de restrições, e não da extinção, do programa nuclear do Irã.

Reação dos “Falcões” Republicanos

Para senadores influentes como Lindsey Graham e Ted Cruz, o pacto deixa de lado a promessa de “rendição incondicional” feita por Trump no início das hostilidades e premia o recuo de Washington.

“Se o resultado de tudo isso for um regime iraniano — ainda liderado por islamitas que gritam ‘morte à América’ — recebendo bilhões de dólares, enriquecendo urânio e tendo controle sobre o Estreito de Ormuz, esse resultado seria um erro desastroso”, disparou o senador Ted Cruz na rede social X.

Lindsey Graham endossou a crítica, apontando que fechar o acordo agora fará o Irã ser percebido globalmente como a força dominante da região, cuja capacidade de ameaçar a infraestrutura petrolífera do Golfo obrigou a maior potência do mundo a ceder na mesa de negociações. Analistas internacionais apontam que qualquer compromisso de Teerã em não desenvolver armas nucleares será recebido com profunda desconfiança pelo Congresso americano.

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