Mulher é presa em SP suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos de violência na internet

Investigação aponta que conteúdos eram comercializados online e mostravam cães, gatos e coelhos sendo esmagados com os pés e as mãos
Redação NC News
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Uma mulher foi presa em São Paulo suspeita de torturar e matar animais para produzir vídeos vendidos pela internet. Segundo a Polícia Civil, os conteúdos exibiam cenas extremas de violência contra cães, gatos e coelhos, que eram esmagados com os pés e as mãos diante das câmeras.

A prisão aconteceu durante uma operação realizada pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), após denúncias sobre a comercialização clandestina dos vídeos em plataformas digitais e grupos fechados na internet. As investigações apontam que o material era vendido para usuários interessados em conteúdos de extrema crueldade animal.

De acordo com os investigadores, a suspeita gravava os vídeos dentro da própria residência. Durante o cumprimento do mandado, policiais encontraram animais em situação de maus-tratos, além de equipamentos eletrônicos usados para gravação e armazenamento do conteúdo.

A polícia afirma que os vídeos eram produzidos sob encomenda e comercializados para clientes no Brasil e no exterior. Parte do material apreendido será analisada pela perícia para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e rastrear os compradores das gravações.

As autoridades também investigam a existência de uma rede internacional dedicada à circulação desse tipo de conteúdo ilegal. O caso é tratado como um dos mais graves já registrados pela delegacia especializada em crimes contra animais em São Paulo.

Segundo a investigação, os animais eram submetidos a sofrimento extremo antes da morte. A polícia trabalha agora para identificar quantos vídeos foram produzidos e há quanto tempo a atividade vinha sendo realizada.

Organizações de proteção animal acompanharam a operação e devem auxiliar no acolhimento dos animais resgatados. O caso gerou forte repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre punições mais severas para crimes de maus-tratos contra animais no Brasil.

A mulher deve responder por maus-tratos com resultado morte, associação criminosa e possível prática de comércio ilegal de conteúdo envolvendo crueldade animal. A investigação segue em andamento para localizar outros suspeitos ligados à distribuição dos vídeos.

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