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Turista posta foto no Facebook e acaba revelando pegadas de dinossauro de 120 milhões de anos

Imagem feita durante passeio na Tailândia levou cientistas a identificar seis pegadas fossilizadas de um possível predador de mais de 6 metros; área foi isolada para preservar a descoberta.
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Uma simples foto publicada no Facebook levou à descoberta de seis pegadas de dinossauro com aproximadamente 120 milhões de anos na Tailândia. O responsável pelo registro foi o turista Pichai Prathetsena, de 32 anos, que encontrou marcas misteriosas em uma rocha durante um passeio com a família. A imagem chamou a atenção de especialistas e motivou uma investigação que confirmou a existência de vestígios de um animal pré-histórico.

A descoberta aconteceu no Parque Nacional Phu Hin Chom That–Phu Phrabat, na província de Udon Thani, no nordeste da Tailândia. Inicialmente, Pichai encontrou uma marca com aparência de pegada perto de um riacho. Sem saber exatamente do que se tratava, fotografou o local e publicou a imagem em um grupo do Facebook dedicado à identificação de animais.

Os vestígios estavam preservados em rochas da Formação Phu Phan, associada ao início do período Cretáceo, há aproximadamente 120 milhões de anos.
Os vestígios estavam preservados em rochas da Formação Phu Phan, associada ao início do período Cretáceo, há aproximadamente 120 milhões de anos.

O que parecia apenas uma curiosidade de viagem acabou revelando um registro preservado desde o período Cretáceo. Após a publicação, autoridades tailandesas mobilizaram pesquisadores, que identificaram seis pegadas fossilizadas de um dinossauro terópode, grupo que inclui espécies carnívoras que caminhavam sobre duas patas. A descoberta foi confirmada oficialmente em 20 de outubro.

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Como uma foto no Facebook revelou pegadas de dinossauro?

A história começou em 17 de outubro de 2026, quando Pichai visitava uma área natural da província de Udon Thani com familiares.

Durante o passeio, o turista observou uma marca incomum em uma superfície rochosa próxima a um riacho. Como o nível da água estava baixo, parte das pedras normalmente cobertas ficou exposta.

Uma das marcas chamou sua atenção por apresentar um formato semelhante ao de uma pegada com três dedos.

Pichai registrou a imagem, mas não comunicou imediatamente a descoberta aos responsáveis pelo parque. Segundo seu relato, a família precisava voltar para casa.

No dia seguinte, 18 de outubro, ele compartilhou a fotografia no Facebook, em um grupo conhecido como “Que animal é este?”, perguntando aos participantes se aquela marca poderia pertencer a um dinossauro.

A publicação despertou a curiosidade de internautas, que passaram a comentar a semelhança com pegadas de animais pré-históricos.

O caso chegou ao Departamento de Recursos Minerais da Tailândia, que decidiu investigar o local com o apoio de especialistas em geologia e paleontologia.

Cientistas encontraram seis pegadas de 120 milhões de anos

A primeira vistoria foi realizada por agentes do parque em 19 de outubro. Inicialmente, os funcionários identificaram outras marcas semelhantes na região.

No dia seguinte, uma equipe de pesquisadores realizou uma inspeção mais detalhada e confirmou a existência de seis pegadas fossilizadas distribuídas em uma mesma trilha.

Os vestígios estavam preservados em rochas da Formação Phu Phan, associada ao início do período Cretáceo, há aproximadamente 120 milhões de anos.

Segundo o comunicado oficial do Ministério dos Recursos Naturais e Meio Ambiente da Tailândia, as pegadas apresentam três dedos com extremidades pontiagudas.

Uma das marcas analisadas media 29 centímetros de comprimento por 26 centímetros de largura.

Os pesquisadores também observaram o espaçamento entre os rastros, a profundidade das impressões e as características das rochas para compreender o tamanho e a movimentação do animal.

A análise indicou que as marcas foram deixadas por um dinossauro que caminhava apoiado nas patas traseiras.

Uma das marcas analisadas media 29 centímetros de comprimento por 26 centímetros de largura.

Dinossauro poderia ter mais de 6 metros de comprimento

Com base nas dimensões das pegadas e na distância entre elas, os cientistas estimaram que o animal possuía aproximadamente 6,3 metros de comprimento.

A altura do quadril teria sido de cerca de 1,42 metro, segundo os cálculos divulgados pelas autoridades tailandesas.

Os vestígios foram atribuídos a um representante dos terópodes, grupo de dinossauros que inclui grandes predadores, como o Tiranossauro rex.

Entretanto, a descoberta não significa que o animal encontrado fosse um Tiranossauro.

Os pesquisadores apontaram semelhanças de tamanho com o Siamosaurus e outros grandes dinossauros carnívoros já conhecidos na região, mas a identificação exata do responsável pelas pegadas ainda depende de novos estudos.

Até o momento, os especialistas não confirmaram a espécie do animal.

A descoberta também não envolve um esqueleto completo ou ossos fossilizados. O que foi identificado é uma trilha de pegadas, considerada um registro importante do comportamento dos animais que habitaram a região milhões de anos atrás.

Como uma pegada pode sobreviver por 120 milhões de anos?

Embora pareça improvável que uma simples marca no chão resista por tanto tempo, esse tipo de preservação é conhecido pela paleontologia.

As pegadas fossilizadas são chamadas de icnofósseis, vestígios que registram atividades de organismos antigos, como deslocamento, alimentação e escavação.

O processo pode começar quando um animal pisa sobre uma superfície macia, formada por lama, areia úmida ou outros sedimentos.

A pressão exercida pelo corpo deixa uma impressão no solo. Se essa marca for rapidamente coberta por novas camadas de sedimentos, poderá ficar protegida de processos que normalmente a apagariam.

Com o passar de milhares ou milhões de anos, o material acumulado pode se compactar e se transformar em rocha.

Posteriormente, fenômenos naturais, como a erosão provocada pela água e pelo vento, podem expor novamente essas superfícies.

Foi uma situação semelhante que permitiu ao turista encontrar as marcas na Tailândia: a redução do nível da água deixou parte da superfície rochosa visível.

Diferentemente dos ossos, as pegadas também ajudam os pesquisadores a compreender como os dinossauros se movimentavam, qual era o comprimento de seus passos e quais animais circulavam em determinada região.

Autoridades fecham área para proteger descoberta

Após confirmar a autenticidade dos vestígios, o governo tailandês determinou medidas de proteção para impedir que as pegadas sejam danificadas.

O local foi temporariamente fechado à visitação, e o acesso não autorizado passou a ser proibido.

Uma das principais preocupações dos especialistas é a erosão provocada pela água, já que as marcas estão próximas de um curso natural que pode sofrer alterações durante períodos de chuva.

Também existe o risco de danos causados pela circulação de visitantes sobre as rochas.

De acordo com o Departamento de Relações Públicas do governo da Tailândia, as pegadas recebem proteção legal como patrimônio fossilífero, mesmo sem a presença de ossos do animal.

As autoridades estudam formas de preservar o conjunto e permitir a continuidade das pesquisas científicas.

No futuro, a região poderá receber uma estrutura destinada à educação geológica e à visitação controlada, mas ainda não existe confirmação sobre quando isso poderá acontecer.

Por que a descoberta é importante para a ciência?

O registro representa a primeira descoberta confirmada de pegadas desse grupo de dinossauros na província de Udon Thani, segundo as autoridades tailandesas.

A identificação amplia o conhecimento sobre os animais que viveram no território durante o período Cretáceo.

Há aproximadamente 120 milhões de anos, a configuração ambiental da região era bastante diferente da atual. Rios, lagos e áreas sedimentares ofereciam condições para a circulação e preservação de vestígios de diferentes espécies.

Para os paleontólogos, essas marcas podem ajudar a reconstruir aspectos da fauna pré-histórica e revelar informações sobre os deslocamentos de grandes animais.

A descoberta também demonstra que registros importantes podem surgir fora de escavações planejadas.

Em outra parte do mundo, pesquisadores identificaram recentemente um dinossauro até então desconhecido no Zimbábue. Conforme mostrou o NC News em reportagem sobre a descoberta africana, o animal viveu há cerca de 210 milhões de anos e revelou novas informações sobre a diversidade dos primeiros dinossauros.

No caso da Tailândia, a participação de um turista e a repercussão de uma fotografia nas redes sociais foram determinantes para que os pesquisadores chegassem ao local.

Próximos passos

As autoridades tailandesas devem continuar os estudos para aprofundar a identificação do animal que deixou as marcas e avaliar as melhores estratégias para preservar os fósseis.

Entre as possibilidades analisadas está a criação de um espaço de pesquisa e educação geológica, com medidas destinadas a proteger a área da erosão e da circulação inadequada de visitantes.

Por enquanto, a espécie do dinossauro permanece desconhecida, e os pesquisadores precisarão reunir mais evidências antes de apresentar conclusões definitivas sobre sua identidade.

A descoberta mostra como uma observação feita durante um passeio e uma fotografia publicada nas redes sociais podem contribuir para revelar registros preservados da história da Terra.

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