A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu cinco pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes em grandes plataformas de comércio eletrônico. O grupo é investigado por comprar celulares, solicitar a devolução do dinheiro e permanecer com os aparelhos, que depois eram adulterados e revendidos. O prejuízo estimado chega a R$ 4 milhões.
As prisões ocorreram nesta quinta-feira (5), durante a segunda fase da Operação OFFService, conduzida pela Divisão de Falsificações e Defraudações (Difraudes). A ação teve como objetivo interromper o esquema conhecido como “golpe do reembolso”, que explorava os procedimentos de devolução de compras realizadas pela internet.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e sete de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais recolheram celulares, computadores e dois veículos que poderão contribuir para o avanço das investigações.
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Segundo a PCDF, os investigados utilizavam CPFs falsos para realizar compras de smartphones em plataformas de comércio eletrônico. Depois de receber os produtos, entravam em contato com os vendedores e solicitavam o reembolso, alegando que os aparelhos apresentavam defeitos.
Quando a devolução do dinheiro era autorizada, os suspeitos não enviavam os celulares de volta. Dessa forma, permaneciam com os aparelhos e recuperavam o valor gasto na compra.
A investigação aponta que a prática era repetida para obter novos produtos, provocando prejuízos às empresas responsáveis pelas vendas.
Celulares tinham identificação alterada antes da revenda
Após conseguir os aparelhos, o grupo modificava o número de Identificação Internacional de Equipamento Móvel (IMEI), código utilizado para identificar individualmente cada celular.
A adulteração tinha como objetivo dificultar o rastreamento dos smartphones e esconder sua ligação com as operações fraudulentas.
Com a identificação modificada, os aparelhos eram comercializados no mercado paralelo ou encaminhados para lojas que, segundo a polícia, mantinham ligação com o apontado líder da organização criminosa.
Esse processo permitia que os investigados lucrassem com produtos adquiridos por meio de reembolsos fraudulentos, enquanto os vendedores e as plataformas acumulavam prejuízos.
Prejuízo milionário é alvo das investigações
A Polícia Civil estima que as fraudes tenham provocado perdas de aproximadamente R$ 4 milhões a grandes empresas do comércio eletrônico.
A segunda fase da Operação OFFService busca aprofundar a identificação dos envolvidos e reunir provas sobre a atuação da organização, especialmente em relação à compra, adulteração e revenda dos aparelhos.
Os celulares, computadores e demais materiais apreendidos poderão passar por análises para esclarecer a movimentação dos produtos e a participação de cada investigado.
A apuração é conduzida pela Difraudes, unidade vinculada à Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf), da PCDF.
O caso também evidencia um risco para consumidores que compram celulares usados sem verificar sua procedência. Aparelhos com IMEI adulterado podem apresentar problemas de identificação e estar associados a irregularidades.
Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a identidade dos cinco presos ou sobre a quantidade total de celulares comercializados pelo grupo.