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Chuvas deixam mortos em Minas e provocam 102 chamados aos Bombeiros em 24 horas

Belo Horizonte concentrou 14 ocorrências após temporal com granizo e alagamentos; balanço da Defesa Civil também aponta cerca de mil desalojados no estado
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As fortes chuvas que atingiram Minas Gerais no início da semana provocaram 102 chamados ao Corpo de Bombeiros em apenas 24 horas. O levantamento considera as ocorrências registradas entre 8h30 de segunda-feira (2) e 8h30 de terça-feira (3), durante temporais que causaram alagamentos, quedas de árvores e transtornos em diferentes regiões do estado.

Belo Horizonte concentrou 14 atendimentos. Na capital, o temporal do feriado de Finados foi acompanhado de granizo, descargas elétricas e acúmulo de água nas ruas. Árvores atingiram imóveis e veículos, enquanto moradores de alguns bairros ficaram sem energia elétrica.

O período chuvoso também já registra vítimas. Um motociclista de 23 anos morreu após ficar preso em um bueiro durante uma enxurrada no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte. Na Zona da Mata, outra morte foi confirmada no município de Guarará.

Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil Estadual na terça-feira (3), aproximadamente mil pessoas estavam desalojadas em Minas Gerais desde o início do período chuvoso, em outubro. Outras 64 estavam desabrigadas.

Temporal em BH deixa motociclista morto e provoca alagamentos

João Lucas Ricardo de Jesus Rodrigues da Cruz, de 23 anos, morreu na noite de segunda-feira (2), depois de ser surpreendido pela força da enxurrada enquanto passava de motocicleta pela Rua Joaquim Correia de Aquino, no bairro Camargos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem ficou com uma das pernas presa em um bueiro e não conseguiu sair da água. Moradores e outros motociclistas tentaram ajudá-lo, mas a correnteza dificultou o resgate. Quando as equipes de socorro chegaram, a vítima já estava sem sinais vitais.

Os militares realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, mas o jovem não resistiu. A Polícia Civil foi acionada para investigar as circunstâncias da morte.

O temporal também provocou queda de granizo, alagamentos e danos à rede elétrica em diferentes pontos de Belo Horizonte.

No bairro Grajaú, na região Oeste, uma árvore de grande porte caiu sobre quatro casas e atingiu a rede de alta tensão. Equipes dos Bombeiros e da Cemig foram mobilizadas para atender à ocorrência.

Minas registra duas mortes no período chuvoso

Além da morte registrada em Belo Horizonte, a Defesa Civil Estadual confirmou outro óbito relacionado às chuvas no município de Guarará, na Zona da Mata mineira.

Um homem foi arrastado pela correnteza após o aumento repentino do volume de água enquanto realizava a limpeza da manilha de um córrego.

A vítima estava desaparecida desde sexta-feira (30 de outubro), e o corpo foi encontrado no domingo (1º de novembro).

Com os dois casos, Minas Gerais chegou a duas mortes confirmadas no período chuvoso de 2026/2027, conforme o balanço divulgado na terça-feira (3).

O levantamento estadual também apontou 41 eventos adversos em 37 municípios. Ao todo, 16 cidades haviam decretado situação de emergência e aproximadamente 218 mil pessoas tinham sido afetadas por ocorrências relacionadas às chuvas.

Quedas de árvores e falta de energia atingem Belo Horizonte

As chuvas também provocaram prejuízos materiais e dificuldades de deslocamento na capital mineira.

De acordo com o balanço dos Bombeiros, foram registradas cinco ocorrências de árvores caídas sobre residências no estado, sendo três em Belo Horizonte. Outras sete quedas de árvores atingiram veículos em Minas Gerais, quatro delas na capital.

A corporação contabilizou ainda 52 ocorrências de árvores caídas em vias públicas, incluindo três em BH. Durante a tempestade, a Cemig registrou 231 descargas elétricas na capital. Até as 7h de terça-feira (3), 2.397 imóveis estavam sem energia elétrica.

Meia hora depois, o número havia caído para 475 unidades consumidoras. A Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu nove alertas preventivos durante o temporal, com orientações sobre riscos de enxurradas, alagamentos e granizo.

O que fazer durante chuvas fortes?

Diante dos riscos de enxurradas e alagamentos, a Defesa Civil recomenda que moradores e motoristas evitem deslocamentos por áreas inundadas.

Mesmo quando a água parece rasa, a força da correnteza pode arrastar pessoas e veículos. Bueiros abertos, buracos e outros obstáculos também podem ficar escondidos pela água.

 

 

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