Trump promete novos bombardeios ao Irã após troca de mísseis

Escalada militar ameaça acordo de paz. EUA atacaram radares no Estreito de Ormuz em retaliação à derrubada de helicóptero; Teerã revidou contra base naval americana no Bahrein.
Redação NC News
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O frágil cessar-fogo no Oriente Médio sofreu um duro golpe nesta semana, e a tensão entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um nível crítico. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (10) que ordenará novos ataques militares contra o território iraniano nas próximas horas, alertando que a ofensiva será “muito forte”.

“Nós os atacamos fortemente ontem, e vamos atacá-los fortemente de novo hoje”, declarou Trump a jornalistas no Salão Oval. Pouco antes, na rede Truth Social, ele elevou o tom das ameaças:

“As Forças Armadas do Irã são um completo caos”, afirmou Trump.

Em entrevista à rede Fox News, o presidente revelou que os próximos alvos poderão incluir pontes e usinas de energia.

A cronologia da escalada (Terça-feira, 9)

A troca direta de agressões começou na noite de segunda-feira (8), quando um helicóptero Apache do Exército dos EUA caiu no Estreito de Ormuz. As autoridades americanas acusam o Irã de ter derrubado a aeronave utilizando um drone modelo Shahed (os dois tripulantes do helicóptero foram resgatados com vida no mar).

A partir daí, o confronto escalou rapidamente:

O ataque dos EUA: Na terça-feira (9), forças americanas sob ordem direta de Trump bombardearam sistemas de defesa antiaérea, radares e estações de controle iranianas na região estratégica de Ormuz. O Comando Central dos EUA (Centcom) descreveu a ação como uma “resposta proporcional à agressão iraniana injustificada”.

O revide do Irã: Imediatamente após o ataque americano, a Guarda Revolucionária do Irã lançou mísseis contra a Quinta Frota Naval dos EUA, estacionada no Bahrein. O chanceler Abbas Araghchi ameaçou: “nenhum ataque ficará sem resposta”, sugerindo que os americanos deixem a região.

Negociações de paz em risco?

A explosão de violência ocorre paradoxalmente no momento em que as partes negociavam o fim definitivo do conflito. Trump havia afirmado no início da semana que um acordo de paz estava “na fase final”. No entanto, a derrubada do helicóptero em Ormuz — principal rota comercial de petróleo do mundo — e as subsequentes retaliações forçaram uma mudança de cenário.

Apesar da escalada retórica e militar, os canais diplomáticos não foram totalmente fechados. Informações preliminares indicam que negociadores do Catar aterrissaram em Teerã na manhã desta quarta-feira (10), após consultas com Washington, em uma tentativa desesperada de salvar as tratativas e evitar uma guerra regional de grandes proporções.

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