A influenciadora Patixa Teló deve iniciar oficialmente o processo de transição de gênero, conforme confirmado pela advogada Simone Batista em entrevista exclusiva à TV Norte Amazonas.
Após a grande repercussão do anúncio, Simone detalhou as etapas necessárias e os cuidados adotados para garantir a segurança de Patixa durante todo o procedimento. De acordo com ela, a decisão está sendo acompanhada por profissionais especializados e conta com o apoio integral da família da influenciadora.
Advogada esclarece condições cognitivas de Patixa
Simone Batista também tratou de dúvidas que surgiram nas redes sociais sobre as capacidades de Patixa. Segundo a advogada, a influenciadora tem Síndrome de Down, mas isso não implica deficiência intelectual severa.
“Patixa é Síndrome de Down, ela não tem problemas de retardo mental. O que ela não sabe é ler e escrever. Ela tem limitação pedagógica e é mais inteligente que muita gente”, afirmou.
Transição envolve avaliações e cirurgia de afirmação de gênero
A transição, segundo Simone, inclui diversas etapas, entre elas a cirurgia de redesignação sexual. Todas as fases dependem de avaliações clínicas e psicológicas que vão determinar quando e como o procedimento poderá ser realizado.
“Tudo dependerá dos exames e da liberação da equipe médica”, reforçou.
Simone destacou ainda que Patixa está sendo acompanhada por uma equipe multidisciplinar, responsável por garantir a segurança do processo e o cumprimento de todas as exigências legais e de saúde. A influenciadora, segundo ela, está emocionalmente estável e animada para iniciar essa nova fase.
Como funciona a cirurgia de redesignação sexual?
A cirurgia de redesignação sexual — ou cirurgia de afirmação de gênero — é um procedimento especializado e considerado a etapa mais avançada da transição. Ela só pode ser realizada após avaliações psicológicas, psiquiátricas e médicas detalhadas.
No caso da transição de homem para mulher, o procedimento mais comum é a vaginoplastia, que consiste na criação de uma neovagina com estrutura e aparência semelhantes às de uma vagina biológica. Geralmente, são utilizados tecidos do próprio corpo, como pele do pênis e do escroto.
A técnica inclui a retirada dos testículos, a redução da uretra e a formação do clitóris a partir de parte da glande, preservando terminações nervosas importantes para manter a sensibilidade.
O processo é considerado seguro quando realizado por equipe especializada e requer acompanhamento pós-operatório rigoroso, além de acompanhamento psicológico contínuo.