Saiba quem é o padre que criticou a caminhada de Nikolas Ferreira até Brasília

O padre Ferdinando Marcílio, do Santuário Nacional de Aparecida, passou a ganhar projeção nacional após um discurso feito durante uma missa
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O padre Ferdinando Marcílio, do Santuário Nacional de Aparecida, passou a ganhar projeção nacional após um discurso feito durante uma missa em que criticou, de forma indireta, a caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) até Brasília.

A fala ocorreu no último domingo (25) e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, tornando o religioso um dos assuntos mais comentados em páginas políticas e religiosas.

Quem é o padre que criticou caminhada até Brasília?

Ferdinando Marcílio é sacerdote do Santuário Nacional de Aparecida, considerado o maior centro de peregrinação católica da América Latina.

A declaração polêmica foi feita no último domingo (25), durante uma celebração no Santuário. Sem citar diretamente o nome do parlamentar, o padre fez referência à marcha organizada por Nikolas, que percorreu cerca de 250 quilômetros, saindo de Paracatu (MG) com destino à capital federal.

Durante a homilia, Ferdinando Marcílio afirmou que não vê coerência entre discursos em defesa da vida e ações que, segundo ele, não apresentam histórico de compromisso com causas sociais.

Na avaliação do padre, o movimento não teria como objetivo principal o bem comum, mas sim a projeção de poder. A fala foi inserida em um contexto mais amplo de reflexão sobre o uso do poder ao longo da história e em conflitos internacionais.

Discurso também abordou guerra e polarização

Ao ampliar o tema, o sacerdote mencionou o conflito entre Israel e Palestina, classificando-o como resultado da disputa por poder. Ele criticou atitudes que, em sua visão, contrariam princípios do cristianismo e alertou fiéis sobre a incoerência entre fé e apoio à violência.

Em tom mais duro, o padre afirmou que não é possível defender a vida e, ao mesmo tempo, apoiar práticas que resultem em morte.

Posicionamento firme contra o armamento

Outro trecho do discurso que ganhou destaque foi a crítica direta ao armamento da população. Ferdinando Marcílio declarou que não vê compatibilidade entre o cristianismo e a defesa das armas.

Segundo ele, a finalidade de uma arma é causar ferimentos ou tirar vidas, o que estaria em desacordo com os ensinamentos cristãos. A fala reforçou sua posição contrária à cultura armamentista, tema recorrente no debate político nacional.

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