Europa e Japão admitem apoiar operação no Estreito de Ormuz após tensão com EUA

Países europeus e o Japão indicaram que podem participar de ações para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, após aumento da pressão dos Estados Unidos
Redação NC News
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Países europeus e o Japão indicaram que podem participar de ações para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, após aumento da pressão dos Estados Unidos e novos ataques atribuídos ao Irã.

Em nota conjunta, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda e o Japão afirmaram estar dispostos a colaborar para manter a navegação segura na região.

O comunicado, no entanto, não especifica se haverá envio de forças militares ou outro tipo de suporte logístico.

Estreito concentra fluxo vital de petróleo mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia, sendo responsável pela circulação de cerca de um quinto do petróleo consumido no planeta.

Com o aumento das tensões, há preocupação com possíveis interrupções no abastecimento internacional.

Irã intensifica ações e aumenta risco na região

O Irã tem ampliado sua atuação na área, incluindo ataques a embarcações e restrições à passagem marítima, o que eleva o nível de alerta entre potências globais.

As movimentações ocorrem em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já impacta diretamente o mercado energético.

Pressão de Trump gera desgaste com aliados

A sinalização de apoio acontece após críticas do presidente Donald Trump aos países europeus, que inicialmente recusaram participar da operação no estreito.

A tensão aumentou ainda mais após declarações do secretário de Defesa dos EUA, que classificou os aliados como pouco colaborativos.

Antes da mudança de postura, lideranças europeias haviam deixado claro que não pretendiam se envolver diretamente no confronto. Autoridades chegaram a afirmar que a guerra não dizia respeito ao continente.

A posição refletia cautela diante do risco de ampliação do conflito.

Países prometem ações para conter crise energética

Além da questão militar, os países também discutem medidas para reduzir os impactos no setor de energia.

Entre as estratégias estão o reforço de estoques, cooperação com produtores e ações coordenadas para aumentar a oferta global de petróleo.

A instabilidade no Estreito de Ormuz mantém o mercado e governos em alerta. Especialistas apontam que qualquer bloqueio prolongado pode provocar efeitos significativos na economia mundial.

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