Saiba como votou cada senador no projeto que criminaliza a misoginia

A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato, segue agora para análise da Câmara dos Deputados
Redação NC News
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O Senado Federal aprovou, na noite de terça-feira (24), o Projeto de Lei 896/2023, que inclui a misoginia na Lei nº 7.716 de 1989. A proposta, apresentada pela senadora Ana Paula Lobato, segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

O texto recebeu 67 votos favoráveis e não registrou oposição entre os parlamentares presentes, evidenciando amplo consenso na Casa.

Saiba como cada senador votou

Votos favoráveis:

  • Alan Rick
  • Alessandro Vieira
  • Ana Paula Lobato
  • Augusta Brito
  • Beto Faro
  • Bruno Bonetti
  • Carlos PortinhoCarlos Viana
  • Chico Rodrigues
  • Ciro Nogueira
  • Cleitinho
  • Confúcio Moura
  • Damares Alves
  • Daniella Ribeiro
  • Dra. Eudócia
  • Eduardo Braga
  • Eduardo Girão
  • Eduardo Gomes
  • Efraim Filho
  • Esperidião Amin
  • Fabiano Contarato
  • Fernando Dueire
  • Fernando Farias
  • Flávio Arns
  • Flávio Bolsonaro
  • Giordano
  • Hamilton Mourão
  • Humberto Costa
  • Irajá
  • Ivete da Silveira
  • Izalci Lucas
  • Jader Barbalho
  • Jaime Bagattoli
  • Jaques Wagner
  • Jayme Campos
  • Jorge Kajuru
  • Jussara Lima
  • Laércio Oliveira
  • Leila Barros
  • Lucas Barreto
  • Luis Carlos Heinze
  • Marcelo Castro
  • Marcio Bittar
  • Marcos do Val
  • Marcos Rogério
  • Margareth Buzetti
  • Nelsinho Trad
  • Omar Aziz
  • Oriovisto Guimarães
  • Paulo Paim
  • Plínio Valério
  • Randolfe Rodrigues
  • Renan Calheiros
  • Roberta Acioly
  • Rodrigo Pacheco
  • Rogério Carvalho
  • Sergio Moro
  • Soraya Thronicke
  • Styvenson Valentim
  • Teresa Leitão
  • Tereza Cristina
  • Vanderlan Cardoso
  • Veneziano Vital do Rêgo
  • Wellington Fagundes
  • Weverton
  • Wilder Morais
  • Zenaide Maia

Não compareceu:

  • Angelo Coronel
  • Astronauta Marcos Pontes
  • Cid Gomes
  • Dr. Hiran
  • Eliziane Gama
  • Magno Malta
  • Mara Gabrilli
  • Professora Dorinha Seabra
  • Rogério Marinho
  • Sérgio Petecão

Em missão:

  • Jorge Seif

Atividade parlamentar:

  • Otto Alencar
  • Zequinha Marinho

O que é considerado misoginia pelo projeto

De acordo com a proposta, misoginia é qualquer manifestação que expresse ódio, desprezo ou aversão às mulheres. O conceito segue definições já consolidadas, como a do dicionário Aurélio, que relaciona o termo à rejeição ou hostilidade direcionada ao gênero feminino.

Além disso, o projeto estabelece que atitudes que provoquem constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida também podem ser enquadradas como discriminatórias quando direcionadas a mulheres.

Punições previstas e agravantes

Caso o texto seja aprovado na Câmara e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a legislação passará a prever punições específicas:

  • Injúria com motivação misógina: pena de 2 a 5 anos de prisão, além de multa
  • Prática, indução ou incentivo à discriminação contra mulheres: pena de 1 a 3 anos

O projeto também prevê aumento de pena em situações mais graves. Nos casos de violência doméstica e familiar, por exemplo, a punição poderá ser aplicada em dobro.

Crimes passam a ser inafiançáveis e imprescritíveis

Com a inclusão na Lei de Racismo, as infrações motivadas por misoginia passam a ter o mesmo tratamento jurídico de crimes raciais. Isso significa que serão considerados:

  • Inafiançáveis
  • Imprescritíveis

Na prática, os autores desses crimes não poderão pagar fiança e poderão ser responsabilizados a qualquer tempo, sem limite para prescrição.

Relatoria e posicionamento dos senadores

O projeto teve como relatora a senadora Soraya Thronicke. Parlamentares do PL também votaram favoravelmente, incluindo o senador Flávio Bolsonaro.

Já os senadores Marcos Pontes, Magno Malta e Rogério Marinho não participaram da votação.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não votou, conforme prevê o regimento interno da Casa, que limita sua participação a situações específicas.

Após a aprovação no Senado, o texto segue para a Câmara dos Deputados. Se for aprovado sem alterações, será encaminhado para sanção presidencial, podendo transformar a misoginia em crime equiparado ao racismo no Brasil.

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