PF mira possível omissão do Banco Central em escândalo do Banco Master

Foco está em Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo
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A Polícia Federal (PF) investiga se houve falhas nas duas gestões mais recentes do Banco Central do Brasil (BC) no acompanhamento do Banco Master.

O inquérito busca esclarecer se, durante as administrações de Roberto Campos Neto e Gabriel Galípolo, havia conhecimento sobre possíveis irregularidades envolvendo servidores públicos ou sobre a situação financeira delicada da instituição.

No período em que Campos Neto esteve à frente do BC, entre 2019 e 2024, o empresário Daniel Vorcaro assumiu o controle de três instituições financeiras. Paralelamente, o Banco Master já apresentava sinais de fragilidade, como retiradas significativas de recursos do Fundo Garantidor de Créditos.

As investigações também alcançam os servidores Paulo Sérgio Souza e Bellini Santana. De acordo com a PF, ambos teriam atuado de forma informal como conselheiros de Vorcaro.

No Congresso, a CPMI do INSS analisa pedidos para ouvir Campos Neto e Galípolo. Os dois negam qualquer irregularidade na condução da política monetária.

A Polícia Federal deve tomar depoimento de Vorcaro nos próximos dias, na superintendência em Brasília, para esclarecer pontos ainda pendentes do caso.

Outro nome envolvido é o de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, que sinalizou a possibilidade de firmar um acordo de colaboração premiada. A intenção é que ele seja incluído nas negociações já em andamento envolvendo o banqueiro.

Em nota, advogados que representavam Zettel informaram que deixaram a defesa por “motivo de foro íntimo”. A representação passou ao advogado Celso Vilardi, que também atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Zettel permanece preso em regime fechado, suspeito de participação em fraudes e outras irregularidades relacionadas ao caso do Banco Master.

*Com informações de CNN

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