EUA estudam classificar PCC e CV como organizações terroristas

O governo dos Estados Unidos avalia incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de grupos terroristas
Redação NC News
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O governo dos Estados Unidos avalia incluir as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista de grupos terroristas.

A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, que aponta discussões recentes dentro do governo americano.

Pressão de aliados de Bolsonaro teria influenciado debate

Segundo a reportagem, o tema ganhou força após contatos de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro com integrantes da gestão do presidente Donald Trump.

As conversas teriam ocorrido nas últimas semanas, intensificando a análise sobre a possível classificação.

Governo dos EUA ainda não confirmou decisão

Até o momento, a Casa Branca não confirmou oficialmente a adoção da medida.

No entanto, o Departamento de Estado segue avaliando o enquadramento das facções dentro dos critérios aplicados a organizações terroristas.

Medida pode impor sanções e ampliar ações internacionais

Caso sejam incluídos na lista, PCC e CV poderão sofrer sanções econômicas, bloqueio de ativos e maior vigilância internacional.

A classificação também permite que os Estados Unidos ampliem ações contra esses grupos fora de seu território.

Política segue estratégia adotada por Trump

A iniciativa está alinhada à política do governo Trump, que tem defendido o enquadramento de organizações criminosas da América Latina como terroristas.

Em outros casos, a classificação foi utilizada para justificar ações mais duras no combate ao crime organizado.

Brasil se posiciona contra a proposta

O governo brasileiro já manifestou oposição à possível medida.

Autoridades defendem que as facções atuam com foco econômico e não possuem motivação ideológica, o que, na avaliação do Brasil, não justificaria a classificação como terrorismo.

Tema já gera tensão diplomática

A proposta foi discutida entre representantes dos dois países, incluindo integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

O assunto é tratado com cautela, já que pode impactar as relações diplomáticas e estratégias de segurança entre Brasil e Estados Unidos.

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