A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou 34.733 alertas com possíveis indícios de irregularidades em editais e licitações da administração pública federal entre 1º de janeiro de 2023 e 5 de fevereiro de 2026, durante o governo de Lula.
Segundo o órgão, esses registros são gerados por ferramentas de análise preditiva e inteligência artificial, mas precisam ser avaliados individualmente por auditores.
De acordo com documento, 729 desses alertas deram origem a auditorias, já concluídas ou ainda em andamento.
No decorrer dessas apurações, foram feitas 1.523 comunicações formais aos gestores, incluindo notificações, pedidos de esclarecimento e recomendações para correção de possíveis falhas.
A CGU ressaltou, no entanto, que seus sistemas não permitem vincular automaticamente cada alerta ao resultado final, como eventual suspensão de editais, cancelamentos ou envio a outros órgãos. O conteúdo das recomendações, segundo o órgão, varia conforme as particularidades de cada caso.
O órgão também informou que identificar quantos alertas resultaram em medidas específicas exigiria uma análise manual detalhada de cada auditoria e de cada comunicação, o que configuraria trabalho adicional de consolidação de dados, conforme previsto no Decreto nº 7.724/2012.
Sobre o número de casos que levaram à abertura de investigações formais ou ao encaminhamento à Polícia Federal (PF) ou ao Ministério Público Federal (MPF), a CGU afirmou não possuir uma base estruturada que permita esse tipo de levantamento, reiterando a necessidade de análise individual dos processos.
Por fim, a Controladoria destacou que os 729 trabalhos citados dizem respeito apenas às suas próprias ações e não incluem investigações conduzidas por unidades de auditoria interna de outros órgãos públicos, que também recebem esses alertas e acompanham licitações internamente.
*Com informações de Metrópoles