Advogado que pediu pausa para jantar vira pré-candidato no DF

Matheus Milanez atua na defesa de Augusto Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional durante o governo Bolsonaro
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O presidente do Republicanos do Distrito Federal (DF), Joaquim Mauro, anunciou o nome do advogado Matheus Milanez como pré-candidato a deputado federal nas eleições deste ano. Criminalista, Milanez integra a equipe de defesa do general Augusto Heleno, condenado no caso da trama golpista ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao confirmar a filiação, Joaquim Mauro destacou, nas redes sociais, que a chegada do advogado fortalece o partido no DF. Segundo ele, Milanez reúne preparo técnico e compromisso político para contribuir com a construção de um projeto sólido para a região

Projeção

O nome do advogado ganhou repercussão nacional no ano passado, durante os interrogatórios do processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ao fim de uma sessão que se estendeu até a noite, ele pediu que o início dos trabalhos do dia seguinte fosse adiado em uma hora.

A justificativa foi direta: o intervalo entre as audiências seria curto e ele não havia conseguido sequer fazer uma refeição adequada ao longo do dia.

Em tom informal, Milanez afirmou ao relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, que gostaria de ter ao menos tempo para jantar, já que havia se alimentado apenas pela manhã. O pedido, no entanto, foi negado. Moraes respondeu de forma bem-humorada, mantendo o horário previsto e ironizando que a sessão começaria poucos minutos após o horário original.

No dia seguinte, ao voltar a pedir a palavra, o advogado ouviu nova brincadeira do ministro, que comentou que ainda não era hora de almoço.

O cliente

Milanez atua na defesa de Augusto Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional durante o governo Bolsonaro. O general foi condenado a 21 anos de prisão, além de multa, no processo que investigou a tentativa de ruptura institucional. Na dosimetria da pena, Moraes considerou a idade avançada do militar como circunstância atenuante.

Atualmente, Heleno cumpre prisão domiciliar. A mudança de regime foi autorizada após pedido da defesa, que alegou problemas de saúde, incluindo diagnóstico de Alzheimer. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou favoravelmente à medida.

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