O Banco Central determinou sigilo de oito anos sobre os documentos relacionados à liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão foi formalizada com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).
De acordo com a autoridade monetária, a divulgação imediata desses materiais poderia contrariar o interesse público, especialmente por envolver riscos à estabilidade financeira, econômica e monetária do país.
A classificação foi definida pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, em novembro de 2025, o que mantém os arquivos restritos até novembro de 2033.
O órgão também sustentou, juridicamente, que a liberação dos documentos pode comprometer atividades de inteligência, além de investigações e ações de fiscalização em andamento, voltadas à prevenção ou repressão de irregularidades.
No fim de março deste ano, o ministro Jhonatan de Jesus, relator no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o caso, acionou o Banco Central para esclarecer a necessidade do sigilo.
Em despacho assinado no dia 24, ele solicitou que a instituição indique de forma específica quais trechos devem permanecer restritos ou se há possibilidade de liberar integralmente o conteúdo do processo.
*Com informações de CNN