Carta indígena cobra demarcação enquanto Flávio Bolsonaro defende limite de 1988

Indígenas se mobilizam em Brasília por direitos, enquanto liderança política reforça apoio ao agro e ao marco temporal
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Em meio ao aumento das divergências sobre a questão fundiária no Brasil, há o debate em torno do marco temporal e da demarcação de terras indígenas.

De um lado, os povos originários se mobilizaram em Brasília para entregar suas reivindicações ao governo e de outro, uma figura política de destaque reforçou o apoio ao agronegócio com uma defesa enfática do marco temporal.

O documento, sob o lema “Nosso futuro não está à venda, a resposta somos nós”, expressa a urgência na demarcação de terras e a proteção dos direitos originários. A carta não poupa críticas à lentidão dos processos e à atuação do Congresso Nacional.

Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um aceno direto ao setor do agronegócio, defendendo publicamente a tese do marco temporal.

A posição, resumida na frase “demarcou, está demarcado”, sustenta que os povos indígenas teriam direito apenas às terras que ocupavam na data da promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.

O senador também incentivou a exploração econômica das terras indígenas pelos próprios povos, sugerindo atividades como a criação de gado, alinhando-se ao modelo produtivo do agronegócio.

*Com informações de Agência Brasil

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