A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) descartou a possibilidade de ebola em um paciente internado no Rio de Janeiro após a investigação de um caso suspeito envolvendo um viajante vindo de Uganda, na África.
O homem foi atendido no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) após apresentar sintomas como tosse, calafrios e diarreia. Por precaução, ele chegou a ser isolado enquanto passava por avaliação médica e realização de exames laboratoriais.
De acordo com as informações das autoridades de saúde, o paciente testou positivo para malária nos primeiros exames realizados, o que passou a orientar o tratamento clínico. Mesmo assim, novas amostras foram analisadas para descartar completamente a possibilidade de infecção por ebola, devido ao histórico de viagem do paciente a uma região que registra surtos da doença.
A investigação foi conduzida em conjunto pela Fiocruz e pelas secretarias municipal e estadual de Saúde do Rio de Janeiro. Enquanto aguardavam a conclusão dos exames, equipes também monitoraram pessoas que tiveram contato com o paciente.
Com a confirmação dos resultados laboratoriais mais recentes, a suspeita de ebola foi descartada pelas autoridades de saúde. O paciente segue em acompanhamento médico para tratamento da malária.
A Fiocruz é referência nacional no atendimento e investigação de doenças infecciosas de alta complexidade e mantém protocolos específicos para casos suspeitos de ebola, que incluem isolamento e testagem em múltiplas etapas até a confirmação diagnóstica.