Estudo acende alerta sobre Alzheimer e excesso de TV; especialista explica o que realmente preocupa

Durante participação no NC News Acontece com Alex Sampaio, especialista comenta estudo sobre o excesso de televisão, esclarece dúvidas e orienta sobre prevenção e diagnóstico precoce.
Redação NC News
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Um estudo internacional reacendeu o debate sobre hábitos que podem influenciar a saúde do cérebro ao apontar uma associação entre o excesso de tempo em frente à televisão e alterações relacionadas ao Alzheimer. O tema foi destaque no NC News Acontece, em entrevista conduzida pelo apresentador Alex Sampaio com o neuropsiquiatra Dr. Marcelo Pena Paoli.

Durante a conversa, o especialista explicou que, embora os resultados mereçam atenção, eles ainda não significam que assistir televisão, por si só, cause Alzheimer. O estudo indica uma associação, mas ainda não consegue explicar detalhes importantes, como o tipo de conteúdo assistido, o comportamento da pessoa durante esse período e outros fatores que podem influenciar o risco.

O que o estudo descobriu?
De acordo com a pesquisa, pessoas que passam muitas horas diante da televisão podem apresentar maior risco de desenvolver alterações cerebrais associadas à demência.

Para o Dr. Marcelo Pena Paoli, o resultado é importante, mas deve ser interpretado com cautela.

“O estudo conseguiu identificar que o excesso de televisão pode representar um fator de risco, mas ainda não diferencia como a pessoa assiste, quais conteúdos consome e quais outros hábitos fazem parte da rotina”, explicou.

Segundo ele, novas pesquisas ainda serão necessárias para compreender melhor essa relação.

Assistir televisão piora o Alzheimer?
Durante o quadro “Fala Ai Doutor”, uma telespectadora perguntou se a televisão pode agravar o quadro de quem já recebeu o diagnóstico.

Segundo o neuropsiquiatra, a resposta depende da forma como essa atividade acontece.

Ele explica que, quando a pessoa acompanha um programa, conversa sobre o conteúdo e consegue compreender o que está assistindo, existe estímulo cognitivo. Já quando apenas permanece diante da televisão sem compreender ou lembrar do que viu, esse tempo pode substituir atividades mais estimulantes para o cérebro.

“O estímulo cognitivo é uma parte muito importante do tratamento do Alzheimer”, destacou o médico.

Quais são os primeiros sinais da doença?
Outra dúvida enviada ao programa foi sobre os sintomas iniciais que merecem atenção da família.

Segundo o especialista, alguns sinais podem surgir anos antes do diagnóstico definitivo, como:

  • dificuldade para lembrar informações recentes;
  • maior esforço para realizar tarefas do dia a dia;
  • dificuldade para encontrar palavras durante uma conversa;
  • alterações na escrita;
  • episódios de depressão ou ansiedade após os 50 anos, que em alguns casos podem
  • anteceder manifestações cognitivas.

O médico reforça que esses sintomas não significam, obrigatoriamente, Alzheimer, mas justificam uma avaliação especializada.

Diagnóstico precoce faz diferença
O Alzheimer é responsável por cerca de 70% dos casos de demência no mundo. Embora ainda não exista cura, identificar a doença nas fases iniciais permite iniciar tratamentos que ajudam a retardar sua evolução e preservar a qualidade de vida do paciente por mais tempo.

Especialistas também recomendam manter hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação equilibrada, estímulos intelectuais e acompanhamento médico diante de alterações persistentes de memória.

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O NC News Acontece vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 15h às 16h (horário de Brasília), com apresentação de Alex Sampaio, reunindo entrevistas, análises e informações sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo. Acompanhe também a cobertura completa no portal NC News e em nossas plataformas digitais.

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