Ferrari de R$ 4 milhões é negociada com relógio falso e cheques sem fundo em suposto golpe milionário

Uma negociação envolvendo uma Ferrari avaliada em R$ 4 milhões terminou em uma disputa judicial e levantou suspeitas de um golpe milionário. O empresário proprietário do veículo afirma ter recebido um relógio de luxo falsificado e cheques sem fundo como forma de pagamento pelo superesportivo.
Redação NC News
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O carro em questão é uma Ferrari SF90 Stradale Assetto Fiorano, considerada única no Brasil nessa configuração. Segundo o empresário Leonardo Rodrigues, o veículo foi negociado por R$ 4 milhões. Como pagamento, ele recebeu três cheques de R$ 600 mil cada e um relógio da marca Richard Mille, modelo que costuma ser avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões.

Após a conclusão do negócio, porém, Leonardo descobriu que os cheques não possuíam fundos suficientes para compensação. Além disso, uma perícia realizada no relógio apontou que a peça era falsificada.

De acordo com o empresário, a negociação foi conduzida por um intermediário identificado como Carlos Eduardo Barbosa. Em depoimento, ele teria admitido que sabia da falsificação do relógio e da inexistência de fundos nos cheques, alegando dificuldades financeiras.

Disputa pela posse do carro
A situação ficou ainda mais complexa porque a Ferrari acabou sendo vinculada ao empresário Boris Maciel Padilha, que afirma ter adquirido o veículo de forma regular e de boa-fé. Sua defesa sustenta que todas as cautelas necessárias foram tomadas durante a negociação e que ele não tinha conhecimento de qualquer irregularidade.

O caso passou a ser analisado pela Justiça e gerou decisões divergentes sobre quem deveria permanecer com a posse do automóvel. Inicialmente, o Ministério Público havia se manifestado favoravelmente à devolução do carro ao proprietário original. Posteriormente, após a apresentação de novos documentos pela defesa de Boris, houve uma mudança de entendimento e a guarda da Ferrari foi mantida com o atual possuidor até o avanço das investigações.

Investigação continua
A Polícia Civil investiga o caso, que envolve suspeitas de estelionato e outras possíveis irregularidades. Enquanto a disputa judicial segue em andamento, a transferência definitiva do veículo permanece bloqueada.

O desfecho dependerá da análise das provas reunidas no inquérito e da conclusão dos processos judiciais. Até o momento, não há decisão definitiva sobre quem tem direito à Ferrari nem sobre a eventual responsabilização dos envolvidos.

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