LISBOA/PORTUGAL – Uma greve geral que atinge trabalhadores do setor aéreo em Portugal começou a provocar impactos em voos internacionais, incluindo operações entre o Brasil e a capital portuguesa.
A paralisação afeta principalmente atividades realizadas nos aeroportos do país, com reflexos em serviços de assistência em solo, despacho de bagagens, embarque e desembarque de passageiros.
Companhias aéreas e autoridades aeroportuárias alertaram para a possibilidade de atrasos, alterações de horários e até cancelamentos em algumas operações programadas para os próximos dias.
O principal impacto é registrado no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, considerado a principal porta de entrada de brasileiros na Europa e um dos maiores centros de conexão do continente.
Passageiros com viagens marcadas entre cidades brasileiras e Lisboa foram orientados a acompanhar em tempo real a situação dos voos junto às companhias aéreas e canais oficiais dos aeroportos.
A mobilização foi convocada por sindicatos que reivindicam melhorias salariais, valorização profissional e mudanças nas condições de trabalho de funcionários ligados ao setor aeroportuário.
Segundo representantes sindicais, a paralisação ocorre após impasses nas negociações com empregadores e empresas responsáveis pelos serviços aeroportuários.
O movimento afeta principalmente operações de apoio em solo, consideradas essenciais para o funcionamento dos voos, como carregamento de bagagens, abastecimento, limpeza de aeronaves e assistência operacional.
Mesmo com a manutenção de parte das atividades por meio dos chamados serviços mínimos obrigatórios, as autoridades portuguesas admitem que a greve pode gerar efeitos em cadeia ao longo do dia.
A recomendação para passageiros brasileiros é chegar aos aeroportos com antecedência maior do que a habitual, conferir o status do voo antes de sair de casa e manter contato direto com as companhias aéreas em caso de alterações na programação.
Portugal é um dos principais destinos internacionais para brasileiros e também uma importante conexão para voos com destino a outros países da Europa, África e Oriente Médio.
Até o momento, as autoridades portuguesas seguem monitorando os impactos da paralisação e não descartam novos transtornos caso as negociações entre sindicatos e empresas não avancem.