Origem da Wepink volta aos holofotes após antiga sócia ser associada a esquema do PCC

Documentos sobre o início da marca de Virginia Fonseca reparam na rede; ex-sócia da Pink Lash teria investido R$ 800 mil e possuía ligações com o traficante "Cabelo Duro".
Redação NC News
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O passado empresarial que deu origem ao império de cosméticos da influenciadora Virginia Fonseca voltou a circular com força no ambiente digital, trazendo à tona conexões complexas do início do negócio. Publicações que ganharam tração nas redes sociais resgataram o nome de Karen Mori, apontada em investigações como ex-sócia da Pink Lash — marca de extensão de cílios considerada o embrião e a base societária que antecedeu a criação da atual Wepink.

O nome de Karen Mori carrega grande peso nos arquivos policiais. Ela foi ligada diretamente pelas autoridades a Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, uma das lideranças históricas e financeiras do Primeiro Comando da Capital (PCC), morto em uma emboscada na zona leste de São Paulo em 2018. A reaparição dos documentos societários reacendeu o debate sobre o fluxo de capital que impulsionou os primeiros passos da marca antes de sua consolidação nacional.

Investimento de R$ 800 mil e transição de marcas

De acordo com os registros da investigação e relatórios de inteligência financeira, Karen Mori teria injetado cerca de R$ 800 mil na estrutura inicial da Pink Lash durante a fase de formatação da franquia, dividindo a sociedade com Samara Pink (atual sócia-diretora da Wepink ao lado de Virginia). Posteriormente, com o desdobramento das investigações policiais sobre o braço financeiro da facção criminosa e a morte de “Cabelo Duro”, Karen se desligou formalmente do negócio, abrindo espaço para a transição e o nascimento da Wepink.

A associação do nome da maior influenciadora do país a um antigo fantasma do crime organizado gerou uma onda de especulações online. No entanto, em manifestações e esclarecimentos jurídicos emitidos anteriormente sobre o caso, Virginia Fonseca pontuou que seu contato com Karen Mori limitava-se a eventos institucionais e ações promocionais da antiga clínica de estética, negando veementemente qualquer proximidade ou ciência sobre atividades ilícitas da ex-investidora.

Exposição de marcas e o peso do passado

Até o momento, os órgãos de fiscalização e a Polícia Civil não encontraram nenhum indício ou elemento que aponte o envolvimento de Virginia Fonseca ou da atual gestão da Wepink com as investigações de lavagem de dinheiro que miravam Karen Mori.

Para analistas de mercado e especialistas em gerenciamento de crise digital, o episódio evidencia a extrema vulnerabilidade e a exposição a que grandes marcas fundadas por celebridades da internet estão sujeitas. O crescimento astronômico da Wepink nas redes sociais atrai lupas de escrutínio público que, inevitavelmente, acabam revisitando o histórico de formação e os aportes financeiros primitivos que pavimentaram o caminho para a criação do negócio bilionário.

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