Marcha para Jesus em SP reúne Tarcísio, Nunes e Flávio Bolsonaro, que fala em ‘guerra espiritual’ e acena ao eleitorado evangélico

Jorge Messias também estava presente no trio. O Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e derrotado no processo, permaneceu visivelmente distante do núcleo político central formado por Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro.
Redação NC News
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A edição da Marcha para Jesus realizada nesta quinta-feira, 4 de junho, na capital paulista, consolidou-se mais uma vez como um termômetro político estratégico para a direita e a centro-direita brasileiras.

O evento contou com a participação de destaque do governador do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),  pré-candidato à Presidência da República, de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB),

Em discursos alinhados, os líderes políticos buscaram estreitar laços com a liderança e a base evangélica, alternando declarações de fé com mensagens de teor político.

Marcha para Jesus reúne milhares fiéis em São Paulo. Foto: Distribuição/Melhorada com IA

Em estreia paulista, Flávio Bolsonaro evoca ‘guerra espiritual’

Para o senador Flávio Bolsonaro a ocasião funcionou como uma importante plataforma de projeção nacional. Em sua primeira participação na edição de São Paulo, o parlamentar fluminense,  que tenta pavimentar sua candidatura ao Planalto em meio a críticas governistas — buscou capitalizar o capital político da família Bolsonaro junto ao segmento evangélico.

O senador afirmou categoricamente que “o mundo e o Brasil estão passando por uma grande guerra espiritual”. Declarou que o evento servia para “recarregar a bateria e orar pelas famílias brasileiras”.

Ele também relatou episódios de desgaste pessoal, pontuando que, por vezes, acorda com o “coração apertado”, recorrendo à oração para obter resiliência.

O senador  foi alvo de manifestações de apoio por parte dos organizadores, que projetaram sua relevância política para os próximos anos e manifestaram o desejo de contar com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro em edições futuras. “Vamos lutar por ele”, declarou um dos líderes do evento, sob promessas de intercessão religiosa contínua pela família Bolsonaro.

Tarcísio reforça tradição

Já Tarcísio, ao discursar,  reforçou o compromisso com as lideranças  e o público evangélico, recorrendo a passagens bíblicas para dialogar com a multidão de fiéis:

“É aquilo que a palavra fala: quando o povo se arrepende, ajoelha e ora, as feridas são saradas. A gente tem certeza que vai experimentar a vontade bondosa, agradável e perfeita do Senhor”, afirmou o governador.

Tarcísio também fez declarações de forte impacto simbólico para o público presente, afirmando ser “muito bom declarar que São Paulo é do Senhor Jesus” e definindo a multidão como um símbolo de “esperança para a nação”, composta por cidadãos que “amam a família e o próximo”.

O governador destacou ainda o caráter assistencial e de acolhimento do evento, mencionando que muitos ali buscavam “a cura para uma doença” ou a “solução para um problema”.

Ricardo Nunes reforça aliança local

Anfitrião do evento na capital, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) também marcou presença de destaque no palco principal, reforçando a sintonia política com o governador Tarcísio de Freitas e consolidando o respaldo da máquina municipal ao megaevento.

Em seu discurso, o emedebista destacou a relevância cultural e social do acontecimento para o município, além de exaltar a colaboração entre a prefeitura e as instituições religiosas na prestação de serviços socioassistenciais nas regiões mais vulneráveis.

A participação de Nunes, ladeado pelo governador e por Flávio Bolsonaro, reitera a união estratégica do bloco de centro-direita paulista, que enxerga no palanque da Marcha um território fundamental para blindar o eleitorado e frear o avanço de frentes progressistas nas periferias da capital paulistana.

Messias no canto

Em meio ao forte alinhamento conservador no topo do trio elétrico, chamou a atenção a presença isolada de Jorge Messias. Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e derrotado no processo, o atual Advogado-Geral da União permaneceu visivelmente distante do núcleo político central formado por Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro, evidenciando o isolamento o representante do governo federal em um palanque de forte oposição ideológica.

 

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