As tensões no Oriente Médio voltaram a escalar nesta sexta-feira (5). O porta-voz árabe das Forças de Defesa de Israel (FDI), Avichai Adraee, emitiu alertas para que moradores de diversas partes do sul do Líbano abandonem suas casas, confirmando que o país atacará alvos na região.
A nova onda de ameaças e operações militares acontece poucos dias após os governos de Israel e do Líbano concordarem em implementar um cessar-fogo. No entanto, a agência estatal libanesa NNA relatou que a ofensiva israelense já deixou quatro pessoas mortas nesta sexta-feira.
As ordens de evacuação militar
As diretrizes de retirada orientam a população civil das áreas afetadas a se afastar de forma imediata de suas residências. As ordens foram divididas em duas etapas:
No primeiro aviso, os moradores das cidades e vilarejos sob alerta foram instruídos a manter uma distância de pelo menos 1.000 metros em áreas abertas.
Mais de uma hora depois, por meio do aplicativo Telegram, Adraee emitiu um segundo alerta direcionado a outras localidades, ordenando que os civis se desloquem para o norte do rio Zahrani.
Cessar-fogo rejeitado e escalada do conflito
A retomada intensa das hostilidades ocorre em meio a um impasse militar e diplomático. O grupo Hezbollah, que conta com o apoio do Irã, rejeitou o pacto firmado entre o governo libanês e Israel.
A recusa baseia-se nas exigências feitas para a trégua. O acordo estava condicionado à “cessação completa” dos disparos efetuados pelo Hezbollah e à retirada de todos os seus integrantes da região sul do Líbano.
Diante do cenário de rejeição e instabilidade contínua na fronteira, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já havia ordenado anteriormente que as tropas do país intensificassem a incursão no território vizinho.