A conclusão do julgamento que marcou um dos casos de maior repercussão do país abriu um novo capítulo na disputa judicial envolvendo a família de Henry Borel.
Com a condenação de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, pelo assassinato do menino de 4 anos, o pai da criança, Leniel Borel, também passou a buscar responsabilizações em outras frentes na Justiça.
Durante a sentença proferida pelo II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, foi fixado o pagamento de uma indenização de R$ 400 mil por danos morais a Leniel. O valor deverá ser pago por Jairinho como forma de reparação civil pelos danos causados à família da vítima.
Além da compensação financeira, o ex-vereador foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Nova ação envolve pai de Jairinho
Paralelamente ao desfecho do julgamento, Leniel Borel decidiu acionar judicialmente o coronel da reserva Jairo Souza Santos, pai de Dr. Jairinho.
A queixa-crime foi protocolada no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e tem como base publicações feitas nas redes sociais. Na ação, Leniel sustenta que foi alvo de ataques à sua honra e aponta, em tese, a prática dos crimes de calúnia, difamação e injúria.
O processo ainda deverá passar pelas etapas de análise da Justiça, que decidirá sobre o prosseguimento da ação.
O que muda com a indenização
A indenização determinada pelo Tribunal do Júri possui caráter de reparação moral e é independente da pena de prisão aplicada ao ex-vereador.
Na prática, a medida busca compensar parte dos danos sofridos pela família da vítima em razão do crime. O pagamento, no entanto, seguirá os trâmites judiciais e poderá ser discutido pelas partes dentro do processo.
Situação de Monique Medeiros
Já Monique Medeiros, mãe de Henry, recebeu perdão judicial ao final do julgamento.
Os jurados reconheceram sua responsabilidade por tortura por omissão e desclassificaram a acusação de homicídio doloso para homicídio culposo. Com isso, ela não recebeu pena privativa de liberdade.
Após a decisão, Monique deixou a Penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estava presa.