Chegou a hora da verdade. O torcedor brasileiro que conta os dias para ver a bola rolar no maior torneio de seleções do planeta terá, na noite deste sábado (6), a última chance de avaliar a equipe nacional antes do início oficial da competição. A partir das 19h (horário de Brasília), o Brasil entra em campo contra o Egito, no imponente estádio de Cleveland, nos Estados Unidos.
O duelo marca o encerramento da fase de preparação e carrega um peso enorme para a comissão técnica. É a oportunidade final para o treinador italiano Carlo Ancelotti ajustar os ponteiros, testar formações e definir quem realmente está pronto para encarar a pressão da estreia oficial contra o Marrocos, que acontece nas próximas semanas.

Embalo após goleada histórica
O clima nos bastidores é de otimismo e leveza. A delegação desembarcou em solo norte-americano ainda colhendo os frutos da brilhante apresentação no Maracanã, quando atropelou o Panamá por 6 a 2 na despedida diante da torcida brasileira. Aquele jogo não apenas resgatou a confiança da arquibancada, mas também mostrou a Ancelotti que o elenco tem excelentes opções para mudar o ritmo das partidas.
Para o confronto de hoje, no entanto, o torcedor vai notar mudanças significativas. O técnico decidiu não poupar testes e confirmou alterações vitais no time titular, mudando peças e características tanto na defesa quanto no setor ofensivo.
O que muda na escalação?
A principal novidade na zaga é a saída de Gabriel Magalhães. O jogador apresentou desgaste físico e será preservado pela comissão técnica para evitar qualquer risco de lesão às vésperas do maior torneio do mundo. Em seu lugar, Léo Pereira assume a responsabilidade de fechar a defesa ao lado de Marquinhos. Na lateral-esquerda, Douglas Santos ganhou a vaga que vinha sendo ocupada por Alex Sandro.

Do meio para frente, a equipe aposta em um esquema de muita velocidade e mobilidade. Lucas Paquetá e Igor Thiago ganharam a confiança do treinador nos últimos treinamentos e entram como titulares absolutos nas vagas que eram de Luiz Henrique e Matheus Cunha.
A equipe principal confirmada para entrar em campo logo mais é formada por:
Alisson no gol;
Wesley, Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos na linha de defesa;
Casemiro e Bruno Guimarães dominando o meio-campo;
Lucas Paquetá, Raphinha, Igor Thiago e Vini Júnior formando o quarteto de ataque.
Vale lembrar que o craque Neymar segue como o grande desfalque do grupo, ainda em tratamento de uma lesão chata na panturrilha.
Uma pedreira chamada Egito
Se engana quem pensa que o amistoso será um treino de luxo ou um jogo fácil. A seleção egípcia chega embalada por uma sequência invejável de resultados positivos. O time comandado pelo ídolo nacional Hossam Hassan está invicto no ano: arrancou um empate contra a forte Espanha e venceu a Arábia Saudita e a Rússia — esta última por 1 a 0 no seu teste mais recente.
Diferente do Brasil, o Egito não tem nenhum desfalque por lesão e vai a campo com força máxima. A defesa brasileira precisará redobrar a atenção contra um ataque veloz e altamente perigoso, liderado pelo astro Mohamed Salah, ídolo do Liverpool. Ao lado dele, Omar Marmoush, atual destaque do Manchester City, e o habilidoso Trézéguet prometem dar muito trabalho aos defensores brasileiros.
O confronto de alto nível terá arbitragem do mexicano Adonai Escobedo, com o auxílio do VAR para garantir que o último ensaio antes da principal competição do futebol mundial ocorra de forma justa e sem polêmicas.