Grande torneio internacional de futebol pode custar US$ 17 bilhões em perda de produtividade para empresas

Pesquisa revela que 37% dos trabalhadores planejam mudar horários por causa das partidas; absenteísmo, ressaca e transmissões secretas desafiam o gerenciamento de equipes no ambiente corporativo.
Redação NC News
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O início do maior campeonato de seleções do planeta promete mexer não apenas com as paixões dos torcedores, mas também com a engrenagem financeira do mercado corporativo. Uma nova pesquisa global projeta que a competição — agendada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho — pode custar cerca de US$ 17 bilhões em perda de produtividade para os empregadores ao redor do mundo.

O levantamento foi conduzido pela UKG, plataforma de inteligência artificial voltada para recursos humanos e gerenciamento de pessoal. O estudo ouviu 8 mil funcionários em oito países estratégicos (Austrália, Canadá, França, Alemanha, México, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos) para mensurar o impacto do torneio expandido, que este ano conta com 48 países e um recorde de 104 partidas disputadas no continente norte-americano.

Faltas, ressaca e transmissões escondidas no expediente

Os dados revelam que a atração pelas partidas deve desfalcar severamente as frentes de trabalho. De acordo com o relatório, 37% dos trabalhadores planejam fazer algum tipo de ajuste em seus horários habituais para conseguir acompanhar os jogos. Os comportamentos admitidos pelos funcionários incluem:

  • Absenteísmo direto (27%): Mais de um quarto dos profissionais assume a probabilidade de faltar ao trabalho, chegar com atraso crônico ou encerrar o expediente mais cedo em dias de confrontos decisivos.

  • Presenteísmo e distrações (14%): Parcela significativa confessa que pretende sintonizar secretamente as transmissões ao vivo ou os melhores momentos dos jogos enquanto executa suas funções contratuais.

  • Ressaca no escritório (11%): Funcionários admitiram que pretendem comparecer ao posto de trabalho sob os efeitos colaterais das comemorações da noite anterior.

O impacto financeiro será sentido de forma mais severa nos Estados Unidos, país co-organizador que deve concentrar sozinho US$ 11,7 bilhões do prejuízo total, seguido pela Alemanha, com uma perda estimada em US$ 1,34 bilhão.

Gerentes também cedem à paixão pelo torneio

A liderança das empresas também não se mostra imune à febre do esporte. A pesquisa identificou que 42% dos gerentes e supervisores pretendem planejar dias de folga oficiais durante o período dos jogos, enquanto 45% devem solicitar flexibilidade de última hora aos seus superiores.

Esse cenário de desfalques generalizados acende um alerta para a operação das companhias, que enfrentam dificuldades para manter a engrenagem funcionando.

“Quando o absenteísmo e o presenteísmo ocorrem em larga escala, o efeito sobre o balanço das empresas é imediato e caro. A produtividade despenca, a experiência do cliente final é prejudicada e o moral interno é afetado, já que o restante da equipe que permanece na linha de frente precisa se desdobrar para cobrir as lacunas deixadas pelos colegas”, adverte Suresh Vittal, diretor de produtos da UKG.

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