Greve continua em universidades paulistas mesmo após fim da paralisação na USP

Estudantes da Unicamp e da Unesp decidiram manter o movimento por melhores condições de permanência, moradia estudantil e mais investimentos na educação pública
Redação NC News
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A paralisação estudantil nas universidades estaduais de São Paulo ganhou um novo capítulo nesta semana. Enquanto os alunos da USP decidiram encerrar a greve após quase dois meses de mobilização, estudantes da Unicamp e da Unesp mantiveram o movimento e seguem pressionando as reitorias por uma série de reivindicações ligadas à permanência estudantil e ao orçamento das instituições.

A greve começou na USP em abril e se espalhou para outras universidades estaduais. Após 54 dias de paralisação, os estudantes da USP aprovaram o retorno às atividades em assembleia realizada nesta semana. Apesar disso, a mobilização continua em outras instituições.

Na Unicamp e na Unesp, assembleias decidiram manter a pressão por melhorias em áreas consideradas essenciais para os alunos.

Entre as principais reivindicações estão:

  • Ampliação das bolsas de permanência estudantil;
  • Melhorias na moradia universitária;
  • Reforço nos restaurantes universitários;
  • Contratação de professores e servidores;
  • Investimentos em saúde mental e apoio psicológico;
  • Mais recursos para a educação pública paulista.
  • Na Unicamp, estudantes também demonstram preocupação com projetos relacionados à área da saúde da universidade e cobram investimentos em infraestrutura, especialmente no campus de Limeira.

A adesão ao movimento cresceu ao longo das últimas semanas. Na Unicamp, dezenas de cursos aprovaram paralisação em assembleias realizadas nos campi de Campinas e Limeira. Já na Unesp, cursos distribuídos por diferentes cidades do estado também aderiram ao movimento estudantil.

As reitorias afirmam que mantêm diálogo com os estudantes e que as atividades essenciais continuam funcionando normalmente.

A expectativa é que novas assembleias sejam realizadas nos próximos dias para avaliar os rumos da mobilização. Os estudantes defendem que as negociações avancem para garantir melhorias permanentes nas condições de estudo e permanência dentro das universidades.

Enquanto isso, a retomada das aulas na USP pode servir como referência para futuras negociações, mas não significa necessariamente o fim dos protestos nas demais instituições.

 

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