A Polícia Civil de São Paulo abriu uma investigação para apurar uma denúncia de estupro de vulnerável ocorrida dentro das dependências do clube social do Palmeiras, na Zona Oeste da capital paulista. O principal suspeito é um sócio de 74 anos, acusado de abusar de uma menina de apenas 4 anos na tarde da última quarta-feira (10).
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe acompanhava os filhos nas dependências do clube quando perdeu a menina de vista por alguns minutos. Pouco tempo depois, a criança reapareceu vindo da direção dos banheiros. Questionada sobre onde estava, a menina respondeu que era um “segredo”.
O caso começou a ser desvendado com o apoio da equipe de segurança do próprio clube. O sistema de monitoramento interno flagrou a criança acessando o vestiário masculino e permanecendo no local por cerca de 15 segundos.
A descoberta e os relatos
O suspeito apontado pela família é um frequentador antigo do Palmeiras. A mãe relatou à polícia que o conhecia de vista, pois ele costuma acompanhar o neto em atividades esportivas. No dia do incidente, o homem teria se aproximado da criança oferecendo pipoca.
A confirmação da suspeita ocorreu após a família retornar para casa. Durante o banho da filha, a mãe notou uma secreção incomum na região íntima da criança. Ao ser questionada novamente com cuidado, a menina relatou que o idoso a levou ao banheiro e tocou em suas partes íntimas, afirmando que “o vovô colocou a mão lá”.
Imediatamente, a família procurou a polícia. A criança foi encaminhada para atendimento especializado e submetida ao exame de corpo de delito. O caso foi inicialmente registrado na 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e transferido para a 9ª DDM, responsável pela área. Até o momento, o suspeito não foi localizado pelas autoridades.
Posicionamento do Palmeiras
Em nota oficial, o Palmeiras informou que prestou acolhimento imediato assim que a mãe procurou a administração na noite de quarta-feira. A criança foi examinada por um médico do clube, e um advogado da instituição acompanhou a família até a delegacia para o registro da ocorrência.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, determinou a suspensão imediata do associado investigado. O clube garantiu que todo o material de vídeo já foi separado e entregue à polícia. “Se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo. O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos”, diz o comunicado.