Turista compra caipirinha de R$ 40 e descobre cobrança de R$ 8,5 mil no cartão

Polonês foi vítima do golpe da maquininha em Copacabana; suspeito acabou preso em flagrante e outras cobranças milionárias foram bloqueadas.
Redação NC News
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O que era para ser apenas uma compra de R$ 40 terminou em um prejuízo de R$ 8,5 mil para um turista polonês na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O homem foi vítima do chamado “golpe da maquininha”, e o suspeito de aplicar a fraude acabou preso em flagrante pela Polícia Civil.

Segundo as investigações, além da cobrança indevida pela caipirinha, os criminosos ainda tentaram realizar outras três transações no cartão da vítima. Somadas, elas ultrapassavam R$ 34 mil, mas foram recusadas pela instituição financeira.

Como o suspeito foi localizado?

A Polícia Civil informou que agentes da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) realizavam patrulhamento na altura do Posto 3, em Copacabana, quando localizaram um homem com as características informadas pela vítima.

O suspeito, identificado como Geovani Moisés da Silva dos Santos, foi reconhecido pelo turista e levado para a delegacia, onde foi autuado em flagrante por estelionato. Segundo a corporação, ele possui antecedentes por porte de drogas. Até a publicação desta reportagem, a defesa dele não havia se manifestado.

Como funciona o golpe da maquininha?

Nesse tipo de fraude, o criminoso manipula a máquina de cartão ou impede que a vítima visualize o valor exibido na tela antes de digitar a senha. Em muitos casos, o cliente acredita estar pagando um valor baixo, mas a cobrança registrada é muito superior.

A Polícia Civil orienta consumidores a sempre conferir o valor na maquininha antes de confirmar a operação, além de solicitar o comprovante e acompanhar as movimentações bancárias logo após a compra.

Entenda o contexto

O caso é mais um episódio envolvendo o chamado “golpe da maquininha” nas praias da Zona Sul do Rio. Nos últimos meses, outros ambulantes já foram presos por aplicar fraudes semelhantes contra turistas estrangeiros em Copacabana, usando máquinas adulteradas ou alterando os valores cobrados sem que as vítimas percebessem. As autoridades reforçaram a fiscalização para tentar conter esse tipo de crime.

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