De Leônidas a Richarlison: O retrospecto e as curiosidades marcantes do Brasil em jogos de estreia do Mundial

Única seleção presente em todas as edições do maior torneio do planeta acumula histórias inesquecíveis, gols de bicicleta e polêmicas de arbitragem no primeiro passo da caminhada
Redação NC News
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A estreia do Brasil em um torneio mundial de seleções nunca é apenas uma partida comum no calendário esportivo. Para a única seleção do planeta que marcou presença absoluta em todas as edições da história da competição, o primeiro passo no gramado carrega um peso cultural e uma coleção imensa de momentos inesquecíveis. A poucas horas de a bola rolar no gramado do MetLife Stadium, em Nova Jersey, contra a seleção de Marrocos, os torcedores começam a reavivar as lembranças do passado e a sonhar com a caminhada rumo ao hexacampeonato.

A reportagem do NC Sports reuniu curiosidades históricas fascinantes que transformam as estreias brasileiras em verdadeiros marcos do esporte.

O “hat-trick” descalço de Leônidas da Silva em 1938

Uma das histórias mais emblemáticas e comentadas das aberturas da Seleção Brasileira completou décadas e continua a impressionar as novas gerações. No ano de 1938, na França, o Brasil fez uma partida eletrizante contra a Polônia, que terminou com a vitória canarinho por 5 a 4 após a prorrogação.

O grande nome daquele confronto foi o lendário atacante Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”. O craque anotou um hat-trick (três gols na mesma partida) de forma heróica:

Com o gramado do estádio completamente castigado pela chuva e transformado em um lamaçal, Leônidas teve problemas com a sua chuteira, que acabou rasgando. Sem tempo para trocas, o atacante marcou um de seus gols jogando descalço, enganando a defesa polonesa e cimentando o seu nome na história dos Mundiais.

O adeus de Pelé e Garrincha e a polêmica com Zico em 1978

As estreias brasileiras também reservam recordes de longevidade e polêmicas de arbitragem que até hoje geram discussões nos bares e mesas de debate. Foi justamente em uma partida de estreia que o mundo assistiu pela última vez à mítica dupla composta por Pelé e Garrincha atuando juntos com a Amarelinha. O jogo aconteceu em 1966, na Inglaterra, e terminou com vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Bulgária, com direito a gols dos dois camisas 10.

Já em 1978, na Argentina, a estreia contra a Suécia ficou marcada como uma das maiores injustiças das arbitragens internacionais:

  • O lance: No último segundo do confronto, o Brasil teve um escanteio a seu favor. Zico subiu mais alto que a zaga e testou firme para o fundo das redes;

  • O apito: De forma inacreditável, o árbitro da partida encerrou o jogo com a bola ainda no ar, anulando o gol legítimo do “Galinho” e decretando o empate em 1 a 1.

A marca impressionante de 1974 e o recorde de público no Catar

O Brasil carrega uma regularidade assustadora quando o assunto é o primeiro jogo da chave. A Seleção Brasileira não passa em branco e balança as redes em todas as suas estreias de torneios mundiais desde o ano de 1974, mostrando a força ofensiva do futebol verde e amarelo.

O recorde absoluto de público em uma partida inicial da nossa seleção é bastante recente. A marca foi atingida na primeira rodada do Mundial de 2022, disputado no Catar. Naquela oportunidade, mais de 88 mil torcedores lotaram as arquibancadas do Lusail Stadium para acompanhar a vitória do Brasil por 2 a 0 sobre a Sérvia, partida imortalizada pelos dois gols de Richarlison, incluindo um voleio espetacular.

O que acontece agora?

A história ganha um capítulo inédito na noite deste sábado (13). O confronto diante de Marrocos coloca frente a frente a tradição pentacampeã do Brasil contra a atual geração semifinalista do futebol africano. A expectativa da comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti é manter o retrospecto positivo e garantir uma vitória contundente para embalar o grupo rumo às fases decisivas. Todos os lances, análises táticas e os gols do jogo você acompanha em tempo real no nosso portal.

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