Polícia investiga estupro coletivo em MG

Adolescente relata ter sido dopada durante confraternização com amigos.
Redação NC News
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A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar uma denúncia de estupro coletivo e agressão física contra uma adolescente de 17 anos. O crime teria ocorrido durante uma confraternização na casa da própria vítima, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Quatro adolescentes e do convívio pessoal da jovem, são apontados como suspeitos.

Segundo o boletim de ocorrência, a adolescente estava em casa na companhia de oito amigos, aproveitando que a mãe e o padrasto haviam saído para participar de um culto em uma igreja evangélica, em Belo Horizonte. No início da madrugada, quatro pessoas foram embora, restando na residência apenas a vítima e os suspeitos.

A jovem relata que perdeu a memória dos acontecimentos e suspeita ter sido dopada. Ao recuperar a consciência parcialmente, ela percebeu que havia dois garotos em cima dela, mas não conseguiu identificar os rostos.

“Ela não sabe muita coisa, porque creio que ela foi dopada. Ela não lembra do que aconteceu, quando ela deu por consciência haviam dois adolescentes em cima dela. Ela imediatamente não conseguiu visualizar o rosto porque estaria zonza. Ela foi até o banheiro e um desses adolescentes, que era o melhor amigo dela, a ajudou a tomar banho, estendeu a toalha pra ela e a fez dormir novamente. Quando ela acordou e percebeu o que tinha acontecido, os meninos já tinham ido embora da casa.”, afirma a mãe da adolescente.

Em busca de respostas, a vítima entrou em contato com o amigo de infância por aplicativo de mensagens. De acordo com a família, o garoto confessou o crime, afirmando que ele e outros colegas praticaram o abuso, enquanto um terceiro assistiu.

“Ela entrou em contato com esse amigo de infância, querendo saber o que havia acontecido, ele friamente falou que tanto ele, quanto o outro haviam praticado e que havia um deles apenas olhando.”, conta.

Além da violência sexual, a adolescente teria sido vítima de agressões físicas cometidas por dois dos envolvidos. A jovem chegou a gravar um vídeo com imagens das lesões pelo próprio corpo. O exame de corpo de delito, realizado posteriormente no Instituto Médico Legal (IML), atestou as diversas marcas de agressão.

Após a filha revelar o ocorrido, a mãe da vítima registrou o boletim de ocorrência e a levou imediatamente a um hospital. A adolescente, que apresentava sangramento, passou por exames médicos e recebeu a medicação do protocolo preventivo contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Enquanto a vítima recebia atendimento no hospital, as mães dos adolescentes, teriam ido até a unidade de saúde na tentativa de coagir a jovem e a família.

A Polícia Civil confirmou a instauração do inquérito. O caso é investigado. Até o momento, ninguém foi preso.

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