Datafolha: 59% apoiam classificar PCC e CV como terroristas, mas 74% rejeitam intervenção dos EUA

Pesquisa revela que a maioria dos brasileiros concorda com a decisão do governo Trump, mas defende a soberania nacional contra operações militares estrangeiras não autorizadas. Papel de Flávio Bolsonaro no caso divide opiniões.
Redação NC News
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Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira (23) aponta que 59% dos brasileiros concordam — total ou parcialmente — com a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi oficializada pelo governo dos Estados Unidos (sob a administração de Donald Trump) no final de maio.

Apesar do apoio à nova nomenclatura internacional das facções, a pesquisa deixa claro o limite imposto pela população em relação à soberania nacional: 74% dos entrevistados rejeitam fortemente a possibilidade de os EUA realizarem operações dentro do Brasil contra integrantes do PCC e do CV sem a devida autorização do governo federal.

O levantamento, registrado no TSE (BR-09956/2026), ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Como o brasileiro avalia a classificação das facções?

A nova designação do governo norte-americano já é de amplo conhecimento no Brasil: 83% afirmam ter ciência da medida. Deste grupo, 35% se consideram bem informados sobre o assunto e 37% se dizem mais ou menos informados. Apenas 13% relataram total desconhecimento.

Quanto à concordância com a rotulação do PCC e do CV como grupos terroristas, os dados se dividem da seguinte forma:

  • Concorda totalmente: 45%
  • Concorda em parte: 14%
  • Discorda em parte: 11%
  • Discorda totalmente: 22%
  • Não concorda nem discorda / Não sabe: 8%

O fator Flávio Bolsonaro

A pesquisa também mediu a percepção pública sobre o suposto envolvimento do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na articulação que levou à decisão dos Estados Unidos.

Para a maioria dos entrevistados (54%), o parlamentar teve influência direta na classificação tomada pelo governo Trump. Entre as pessoas que acreditam nessa influência, a avaliação sobre o impacto para o Brasil é majoritariamente negativa:

  • Impacto Negativo: 57% consideram que a influência do senador foi ruim para o país.
  • Impacto Positivo: 37% avaliam que a atuação foi benéfica.
  • Neutro / Não sabe: 5% não veem impacto nem positivo nem negativo, ou preferiram não opinar.
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