Durante feira do agronegócio ao lado de Tarcísio de Freitas, senador criticou o governo federal e confirmou que tentará barrar taxação de 25% sobre produtos brasileiros no mercado americano.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), traçou um paralelo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden — que desistiu de buscar a reeleição em meio a questionamentos sobre sua capacidade de governar. Durante participação na Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), na última terça-feira (23), o parlamentar ironizou o atual chefe do Executivo brasileiro:
“Suspeito que o Lula está ficando meio Biden”, declarou Flávio Bolsonaro.
Acompanhado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, Flávio focou seu discurso em críticas à atual gestão federal, afirmando que o agronegócio não recebe a devida valorização e sofre com o que classificou como “incompetência e corrupção” do governo.
Missão nos Estados Unidos
Além das críticas políticas, o senador confirmou que viajará aos Estados Unidos no dia 6 de julho com uma agenda econômica: tentar frear a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para o país.
A discussão ocorre no âmbito do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O nome de Flávio já consta na lista de pedidos para participação na audiência pública do órgão.
Os principais pontos da viagem de Flávio Bolsonaro:
- O objetivo: Fazer a defesa de empresas brasileiras exportadoras contra a proposta de taxação americana.
- O argumento: No documento enviado ao USTR, o parlamentar defende uma saída negociada e argumenta que a tarifa de 25% “não obteria a eliminação das práticas que pretende atingir e, em vários aspectos, produziria o efeito oposto”.
- A crítica interna: Flávio justificou a viagem afirmando que as empresas do Brasil já são “as mais taxadas do mundo pelo atual governo” e que uma nova tarifação externa seria injusta.
- A dinâmica da audiência: Caso o pedido de participação presencial seja aceito, o senador terá cerca de cinco minutos para uma exposição inicial, seguidos pela possibilidade de responder a questionamentos do comitê de investigação comercial.
Para Flávio, o agronegócio, sendo um dos pilares da economia, precisa de mais responsabilidade e respeito por parte do governo federal nas relações comerciais e diplomáticas.