Alisson vira 3º goleiro com mais jogos do Brasil em Mundiais

Alisson alcança marca histórica entre goleiros do Brasil em Copas do Mundo, superando grandes nomes da posição.
Redação NC News
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Alisson Becker entra em campo contra a Escócia, nesta quarta-feira (24 de junho de 2026), com uniforme verde e um marco pessoal: torna-se o terceiro goleiro com mais jogos pela Seleção Brasileira em Mundiais de Seleções. Aos 33 anos, o titular absoluto do Brasil alcança o topo de um ranking que ajuda a explicar seu peso histórico na equipe, em um jogo decisivo pela classificação no Grupo C.

Marca histórica em noite de decisão

A partida contra a Escócia, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, vale vaga antecipada no mata-mata. O Brasil lidera o Grupo C com 4 pontos, mesma pontuação de Marrocos, mas vantagem no saldo de gols. A Escócia soma 3 pontos e pode ultrapassar a Seleção em caso de vitória.

Enquanto a equipe tenta consolidar a liderança, Alisson escreve mais uma linha na sua trajetória em Mundiais. Desde a estreia com a camisa da Seleção principal, ainda antes de 2018, o goleiro se mantém no radar da comissão técnica, atravessa ciclos, sobrevive a trocas de treinadores e disputa sua terceira edição seguida do torneio.

O novo patamar no ranking de jogos entre goleiros da Seleção em Mundiais ilustra essa longevidade. A lista, tradicionalmente dominada por nomes como Taffarel e Júlio César, ganha agora Alisson como protagonista da era recente. O feito ocorre em um cenário em que ele combina regularidade em campo, liderança de vestiário e enorme projeção internacional.

Veto ao vermelho expõe política da CBF

O recorde individual vem envolto em uma polêmica extracampo. A camisa verde que Alisson veste contra a Escócia só entra em cena depois de uma intervenção direta da CBF, que vetou o uniforme vermelho preparado para os goleiros nesta edição do Mundial.

A coleção desenhada para 2026 prevê quatro opções de cores para a posição, regra exigida pelo regulamento do torneio, já que há cinco conjuntos em campo: dois times, dois goleiros e a arbitragem. As cores precisam se distinguir com clareza para evitar confusão visual. A linha brasileira inclui versões em lilás, rosa, verde e preto. A camisa vermelha, desenvolvida como alternativa técnica, permanece guardada para casos de emergência.

O presidente da CBF, Samir Xaud, orienta desde 2025 que a cor vermelha não seja usada pela Seleção, alegando preservação das cores da bandeira e o desejo de evitar novas polêmicas. Nos bastidores, dirigentes admitem que a decisão responde também à associação do vermelho ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que transformou o tema em disputa simbólica.

Na prática, a camisa vermelha de goleiro deixa de integrar a coleção comercial do Brasil e não chega às lojas. A mudança atinge o vestiário no momento em que Alisson ultrapassa marcas históricas com a Seleção, e projeta o goleiro como personagem de uma discussão que mistura tradição, marketing e política.

Entre frango à milanesa e mural em campo

O rosto de Alisson em 2026 é o de um veterano consolidado, mas o discurso segue simples. Em entrevista ao “Globo Esporte”, o goleiro revelou que seu prato preferido continua sendo um bife à milanesa de frango, receita da infância preparada pela mãe.

O chef Felipe Bronze recria o prato, em versão menos indicada para atletas de elite, e arranca elogios não só do goleiro, mas também da esposa de Alisson, uma das figuras mais presentes entre as famílias de jogadores da Seleção. O contraste entre o rigor da dieta de alto rendimento e o conforto de um prato caseiro aproxima o camisa 1 do torcedor comum.

Alisson lembra que vira goleiro por acaso, ainda menino, por ser o caçula nas peladas de rua. O improviso vira vocação. Hoje, com bagagem de Mundial e título europeu na temporada 2018/19 pelo Liverpool, ele resume assim sua relação com o ofício: “É melhor um frango numa janta, no almoço, do que no gramado”.

A frase, dita em tom de brincadeira, sintetiza o padrão que o levou ao topo do ranking de jogos de goleiros da Seleção em Mundiais: erros raros, intervenções decisivas e presença constante nas grandes competições da equipe.

Respeito global e pressão máxima

O status de Alisson não se restringe ao Brasil. Na véspera do duelo em Miami, o capitão da Escócia, Andy Robertson, não economiza nos elogios ao ex-companheiro de Liverpool, com quem conviveu por 8 anos na Inglaterra.

“Para mim, ele é o melhor goleiro do mundo. Como disse antes, tomara que amanhã ele não consiga um clean sheet”, afirma Robertson, em referência ao jogo sem sofrer gols. O lateral-esquerdo admite a qualidade do ataque brasileiro e cita a velocidade dos pontas como preocupação central para a defesa escocesa.

As palavras do capitão rival ecoam no vestiário brasileiro em um momento de pressão. A Seleção precisa da vitória para não depender de combinações de resultados, e o desempenho do goleiro ganha ainda mais peso, sobretudo em jogos que podem ser decididos em detalhes.

A soma de prestígio internacional, protagonismo no Mundial e presença em debates internos da CBF transforma Alisson em uma figura central da Seleção de 2026. Ele simboliza a transição entre a geração que disputou o Mundial de 2014 em casa, quando o vermelho ainda aparecia no uniforme de goleiro, e o atual time, mais atento à repercussão política das próprias cores.

Quem ganha com o novo ícone do gol

O ranking em que Alisson sobe ao terceiro lugar entre goleiros do Brasil em Mundiais fortalece sua imagem em diferentes frentes. Para a comissão técnica, significa ter sob as traves um jogador acostumado a ambientes de alta pressão, capaz de liderar a linha defensiva e dar segurança a jovens estreantes.

Para a CBF, a figura de um goleiro consolidado e admirado globalmente ajuda a amortecer efeitos da polêmica sobre o veto ao vermelho. A entidade tenta sustentar o discurso de neutralidade política enquanto administra críticas de torcedores que veem na intervenção sobre o uniforme um excesso de zelo ideológico.

Para o mercado, o protagonismo de Alisson em Mundiais alimenta campanhas de marketing e reforça seu valor comercial, ainda que a camisa mais chamativa, a vermelha, fique fora das vitrines. Entre torcedores, o goleiro combina a aura de ídolo internacional com traços domésticos, como o apego ao prato da infância e a presença constante da família.

O lado perdedor aparece entre os que defendiam uma ruptura estética com o vermelho, seja por identidade própria, seja por atenção à tendência global de terceiros uniformes mais ousados. Essa frente vê a decisão de Samir Xaud como freio criativo e sinal de que a Seleção seguirá colada aos símbolos tradicionais, mesmo em um cenário de mudanças geracionais.

No campo, o que pesa é a próxima bola. Se mantiver a rotina de grandes atuações, Alisson pode não apenas ampliar a vantagem no ranking de jogos, mas também entrar de vez nas conversas sobre melhor goleiro da história da Seleção. O Mundial ainda está longe do fim, e cada partida acrescenta linhas novas a um currículo que já mistura defesas decisivas, decisões políticas e um improvável bife à milanesa.

Porque o goleiro Alisson não está jogando?

Alisson está jogando normalmente. Ele é o goleiro titular da Seleção em 2026 e atua contra a Escócia com o uniforme verde, após veto à camisa vermelha.

Como está o goleiro Alisson hoje?

Aos 33 anos, em 2026, Alisson é titular da Seleção Brasileira, disputa seu terceiro Mundial de Seleções e alcança o terceiro lugar no ranking de jogos de goleiros do Brasil no torneio.


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