Definido! Japão empata com a Suécia em Dallas e será o rival do Brasil na abertura do mata-mata

Com milagres do goleiro Zion Suzuki nos acréscimos, "Samurais Azuis" garantem o segundo lugar do Grupo F e reeditam duelo de 2006; veja o retrospecto histórico
Redação NC News
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O adversário que cruzará o caminho da seleção brasileira masculina na abertura do mata-mata de vida ou morte está oficialmente carimbado. Em um confronto de altíssima intensidade física disputado na noite desta quinta-feira (25), diante de um público eletrizante de 70.137 torcedores no AT&T Stadium, em Arlington (Texas), o Japão arrancou um empate por 1 a 1 contra a Suécia. O resultado garantiu aos asiáticos a segunda colocação isolada do Grupo F e disparou os cronogramas de preparação das comissões técnicas de bastidores.

Com o encerramento da chave, a Holanda assegurou a liderança com 7 pontos ao bater a Tunísia por 3 a 1 e vai cruzar contra o Marrocos. Os “Samurais Azuis” avançaram na vice-liderança com 5 pontos, enquanto os suecos, somando 4 pontos, avançaram à segunda fase como um dos oito melhores terceiros colocados da competição.

O herói Zion Suzuki e os lances capitais em Arlington

O primeiro tempo no Texas foi marcado pelo equilíbrio e pelo respeito mútuo. O técnico do Japão, Hajime Moriyasu, montou uma estrutura tática focada em explorar o vigor físico pelas pontas, utilizando a velocidade de Keito Nakamura e Daizen Maeda. Do lado europeu, as fichas estavam concentradas na “dupla de milhões” formada por Alexander Isak (adquirido pelo Liverpool por R$ 857 milhões) e Viktor Gyökeres (estrela do Arsenal), que tentaram incomodar os zagueiros, mas pararam na sólida marcação asiática.

O placar saiu da inércia na etapa complementar. Aos 10 minutos, o meia Ritsu Doan desferiu um passe cirúrgico na grande área, encontrando Daizen Maeda, que finalizou na saída do goleiro Zetterstrom para colocar o Japão na frente. A Suécia reagiu rápido e buscou o empate aos 16 minutos com Anthony Elanga. O atacante acertou um chute de pé esquerdo no canto do goleiro Zion Suzuki.

Os milagres nos acréscimos: Na reta final, a Suécia sufocou em busca da virada. Foi aí que brilhou a estrela de Suzuki, goleiro do Parma. Aos 47 e 48 minutos dos acréscimos, o arqueiro realizou duas intervenções de reflexo em finalizações de Elanga e Isak, segurando o 1 a 1 e evitando uma viagem repentina de sua delegação.

Onde e quando será o choque contra o Brasil?

O comitê organizador local confirmou todos os detalhes logísticos da partida da segunda fase. O reencontro histórico entre brasileiros e japoneses já tem palco e cronômetro definidos:

  • Data do confronto: Próxima segunda-feira, 29 de junho

  • Horário de Brasília: 14h (horário nobre para os torcedores no Brasil)

  • Local do duelo: NRG Stadium, em Houston, no Texas

  • Clima nas arquibancadas: Estádio coberto com expectativa de lotação esgotada e forte presença de celebridades globais, repetindo o ambiente que contou com o astro do basquete Dirk Nowitzki em Dallas.

Retrospecto histórico: Uma única lembrança no torneio e um aviso recente

Brasil e Japão se enfrentaram apenas uma vez na história da maior competição do futebol mundial. O duelo aconteceu há exatos 20 anos, em 2006, na Alemanha, pela rodada de encerramento da fase de grupos. Naquela ocasião, o “Quadrado Mágico” dirigido por Carlos Alberto Parreira não tomou conhecimento dos asiáticos e aplicou uma goleada por 4 a 1, de virada, com dois gols de Ronaldo Fenômeno, um de Juninho Pernambucano e outro do lateral Gilberto.

No balanço geral da história, a vantagem canarinho é avassaladora: em 14 partidas disputadas, o Brasil acumula 11 vitórias, 2 empates e apenas uma derrota. No entanto, os analistas de desempenho de bastidores ligaram o sinal de alerta máximo por um detalhe recente.

A única vitória do Japão sobre o Brasil aconteceu justamente no último encontro entre as duas equipes, em um amistoso disputado em outubro de 2025, no Estádio Nacional de Tóquio. A vitória por 3 a 2 dos comandados de Moriyasu provou que a atual geração japonesa possui estofo tático para ferir a zaga brasileira, servindo como um aviso prévio de que o favoritismo precisará ser provado palmo a palmo no gramado de Houston.

Entenda o Contexto

O chaveamento do torneio de 48 seleções não permite margem para relaxamento psicológico nas comissões técnicas. O Japão pratica um futebol de transição em altíssima velocidade, assentado em uma disciplina tática rígida e no vigor físico de atletas que atuam nas principais ligas da Europa (como França, Itália e Escócia). A relevância do confronto de segunda-feira reside no fato de que o Brasil, embora tecnicamente superior e com atletas em melhor fase individual (como Vinícius Júnior e a liderança de Neymar no vestiário), enfrentará uma seleção que já quebrou o tabu histórico e sabe o caminho para vencer a camisa canarinho em confrontos recentes de bastidores. Os próximos desdobramentos em Houston vão testar a capacidade do técnico brasileiro em neutralizar o jogo de pontas do Japão para garantir a sobrevivência no sonho do hexa.

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