Os ônibus da Transunião continuarão operando normalmente na cidade de São Paulo, mesmo após a deflagração da operação que investiga supostas ligações da empresa com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A afirmação foi feita nesta quinta-feira (25) pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Durante entrevista, o prefeito destacou que a Prefeitura não pode interromper unilateralmente os contratos de concessão apenas com base em suspeitas levantadas pelas investigações. Segundo ele, é necessário aguardar o avanço das apurações e a apresentação de provas concretas que justifiquem medidas mais severas.
A operação foi realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. Os investigadores apuram possíveis vínculos entre empresários do setor de transporte coletivo e integrantes da facção criminosa, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a atividade empresarial.
Possível intervenção
Ricardo Nunes afirmou que a administração municipal acompanha o caso de perto e ressaltou que a Prefeitura poderá intervir na empresa caso sejam identificadas irregularidades que comprometam a prestação do serviço ou descumpram exigências contratuais.
O prefeito lembrou que a legislação prevê mecanismos para garantir a continuidade do transporte público, mesmo em situações de investigação ou eventual afastamento de gestores das concessionárias.
Segundo ele, a principal preocupação da gestão municipal é evitar que milhões de passageiros sejam prejudicados por problemas administrativos ou judiciais envolvendo as empresas responsáveis pela operação das linhas.
Transporte mantido
A Transunião é uma das concessionárias que atuam no sistema municipal de ônibus da capital paulista e atende diversas regiões da cidade. Por isso, a Prefeitura afirma que trabalha para assegurar que o serviço continue funcionando normalmente enquanto as investigações prosseguem.
Nunes também reforçou que o município colaborará com as autoridades responsáveis pelas apurações e que qualquer decisão futura dependerá dos resultados das investigações.
Operação
A ação das autoridades teve como alvo empresas do setor de transporte coletivo suspeitas de manter relações com pessoas ligadas ao crime organizado. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em diferentes endereços, e documentos e equipamentos eletrônicos foram recolhidos para análise.
Os investigadores tentam identificar se recursos de origem ilícita teriam sido utilizados em empresas de ônibus ou se integrantes da facção criminosa estariam exercendo influência sobre negócios ligados ao transporte público da capital.
Até o momento, não houve anúncio de paralisação dos serviços nem determinação para suspensão das atividades da Transunião. As investigações seguem em andamento.