O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em situação de empate técnico contra três nomes da oposição em eventuais cenários de segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) por um levantamento nacional realizado pelo instituto PoderData.
A pesquisa ouviu 2.400 eleitores entre os dias 21 e 24 de junho, em todas as unidades da Federação, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
O que mostrou a pesquisa?
No cenário contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), Lula aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o parlamentar registra 43%. Como a diferença está dentro da margem de erro, há empate técnico.
Em uma eventual disputa contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o presidente marca 45%, contra 42% do adversário. O mesmo percentual se repete no cenário envolvendo o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
O levantamento também simulou uma disputa contra o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa. Nesse caso, Lula aparece com 43%, enquanto Barbosa soma 41%, configurando igualmente um empate técnico.
Quem são os nomes que aparecem na disputa?
O cenário eleitoral de 2026 segue indefinido e reúne diferentes grupos políticos.
Flávio Bolsonaro é apontado como principal representante do campo bolsonarista após a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ronaldo Caiado tenta consolidar uma candidatura nacional apoiada pelo PSD, enquanto Romeu Zema busca ampliar sua projeção política para além de Minas Gerais.
Joaquim Barbosa, embora não tenha confirmado participação na corrida presidencial, continua aparecendo em pesquisas por conta de sua popularidade e trajetória no Judiciário.
O que os números indicam para a eleição?
Especialistas avaliam que o levantamento reforça o alto grau de polarização política no país e mostra uma disputa ainda aberta para outubro.
Apesar de Lula manter vantagem numérica em alguns cenários, as diferenças pequenas indicam que o resultado pode ser influenciado por fatores como alianças partidárias, desempenho econômico, campanhas eleitorais e debates ao longo dos próximos meses.
Outro ponto observado é o crescimento de governadores e lideranças regionais como alternativas competitivas no cenário nacional, reduzindo a concentração da disputa apenas entre PT e bolsonarismo.
Como foi realizada a pesquisa?
O instituto ouviu 2.400 pessoas em todas as 27 unidades da Federação entre os dias 21 e 24 de junho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-05722/2026.
Qual o impacto político dos resultados?
Os números aumentam a pressão sobre os principais grupos políticos para a definição de alianças e estratégias de campanha.
Para o governo federal, o resultado reforça a necessidade de ampliar a aprovação popular e consolidar apoio em regiões estratégicas.
Já para a oposição, os dados alimentam o debate sobre quem possui maior potencial competitivo para enfrentar Lula em um eventual segundo turno.
A tendência é que novas pesquisas nas próximas semanas ajudem a medir se os empates técnicos representam um movimento consolidado ou apenas oscilações naturais do período pré-eleitoral.
Simulações de segundo turno:
- Lula: 46% | Flávio Bolsonaro: 43%
- Lula: 45% | Ronaldo Caiado: 42%
- Lula: 45% | Romeu Zema: 42%
- Lula: 43% | Joaquim Barbosa: 41%
Margem de erro: 2 pontos percentuais.
Entenda o contexto
A eleição presidencial de 2026 acontece em um ambiente de forte polarização política e de reorganização das forças partidárias após a saída de Jair Bolsonaro da disputa eleitoral.
Com diferentes nomes tentando ocupar o espaço da direita e do centro, pesquisas de intenção de voto passaram a testar diversos cenários para medir a competitividade dos possíveis candidatos.
Os próximos meses serão decisivos para a formação de alianças, definição oficial das candidaturas e consolidação das estratégias eleitorais que irão influenciar o resultado da disputa pelo Palácio do Planalto.