Príncipe George, 12, surpreende seguidores neste último sábado de junho ao aparecer quase da altura da mãe, Kate Middleton, durante visita à Base Aérea Real de Coningsby, em Lincolnshire. Dias antes, o Palácio de Kensington confirma que o herdeiro de William ingressa no tradicional internato Eton College a partir do outono britânico.
Rara aparição e reação imediata nas redes
O vídeo, publicado no perfil oficial do príncipe e da princesa de Gales, mostra George ao lado de Kate na comemoração do Dia das Forças Armadas do Reino Unido. Os dois caminham e conversam em meio a militares e equipamentos, em uma agenda que combina homenagem e exposição controlada do futuro herdeiro.
Na gravação, o que chama mais atenção é a mudança física do primogênito. Aos 12 anos, ele aparece quase na mesma altura da mãe, hoje com 44 anos. Nos comentários, seguidores reagem com surpresa. “Meu Deus, George cresceu tão rápido!”, escreve um deles. Outro completa: “O príncipe George está crescendo e se adaptando ao seu papel como herdeiro do trono”.
O vídeo quebra, por alguns segundos, a estratégia usual de discrição em torno da rotina das crianças de William e Kate. Além de George, o casal é pai de Charlotte, 11, e Louis, 8, que costumam aparecer apenas em datas oficiais ou registros cuidadosamente planejados.
Confirmação de Eton e aposta na educação tradicional
A repercussão sobre a altura do menino vem na esteira de uma mudança importante em sua vida escolar. Em 16 de junho, o Palácio de Kensington confirma que George seguirá os passos do pai e estudará no Eton College, internato masculino de elite a cerca de 15 minutos da residência da família em Windsor.
Fundado em 1440 pelo rei Henrique VI, Eton é sinônimo de formação da elite política britânica. O colégio já educa gerações de membros da aristocracia e pelo menos 20 primeiros-ministros do Reino Unido. A mensalidade gira em torno de US$ 80.000 por ano, valor que reforça o caráter restrito do acesso.
A decisão encerra meses de especulações sobre uma possível rota diferente para o herdeiro, talvez mais próxima da trajetória de Kate, ex-aluna do Marlborough College. Apesar disso, a escolha recai sobre a mesma instituição que abriga William e o príncipe Harry na adolescência.
Memória de Diana e busca por estabilidade
Eton ocupa um lugar particular na biografia do príncipe de Gales. William entra no colégio aos 13 anos, em meio ao divórcio dos pais, Charles e Diana. Dois anos depois, enfrenta ali o luto pela morte da mãe em um acidente de carro em Paris.
Nesse período, o internato funciona como uma espécie de refúgio. A rotina rígida, longe do noticiário e do clima pesado em casa, oferece a William um mínimo de estabilidade. A escolha por repetir o caminho com o filho carrega essa memória, agora sob condições bem mais controladas.
Desde o nascimento de George, William e Kate deixam claro que não querem uma infância marcada apenas por protocolos. O casal se muda de Londres para Windsor para tentar oferecer, nas palavras de aliados, uma vida “o mais normal possível”, ainda que dentro dos limites do que é ser o futuro rei.
Controle da exposição e pressão do futuro trono
A ex-secretária de imprensa da rainha Elizabeth, Ailsa Anderson, acompanha de perto essa transição da família. Em entrevista recente, ela destaca o cuidado com a exposição dos filhos. “Eles têm sido muito cuidadosos para não pressionar nenhum deles a aparecer no palco público com muita frequência”, afirma. “Tem sido uma introdução suave à vida real, que deixou o príncipe George construir sua confiança.”
Segundo Anderson, a ida para Eton não é uma decisão improvisada. “Tanto William quanto Catherine realizaram muitas pesquisas para tomar a decisão certa”, diz. O colégio, com seus fraques pretos, coletes e calças de risca fina, simboliza um modelo de disciplina e tradição que a monarquia parece disposta a preservar.
Na prática, George terá uma rotina intensa de aulas e atividades, com forte cobrança acadêmica e social. Ao mesmo tempo, a curta distância até Windsor permite que ele volte para casa em fins de semana selecionados, mantenha a convivência com Charlotte e Louis e conte com a presença dos pais em eventos escolares.
Tradição, desigualdade e imagem da monarquia
A confirmação de Eton projeta uma dupla mensagem. De um lado, reforça a continuidade da linha educacional dos futuros monarcas, amparada em instituições seculares, rígidas e caras. De outro, reacende o debate sobre o papel da monarquia em um país marcado por desigualdades crescentes e por pressões sobre o sistema público de ensino.
O valor anual de cerca de US$ 80.000 coloca Eton fora da realidade da imensa maioria das famílias britânicas. A escolha do internato, porém, dialoga com a expectativa de que o herdeiro cresça imerso em um ambiente de poder e tradição, cercado de colegas que provavelmente ocuparão cargos estratégicos no governo, nas Forças Armadas e no setor financeiro.
Para a opinião pública, a imagem que emerge é a de um futuro rei que cresce rápido, literalmente e simbolicamente. A cena ao lado de Kate em Coningsby antecipa uma adolescência em que George terá de equilibrar o peso do sobrenome com a tentativa dos pais de preservar espaços de normalidade.
Nos próximos anos, a rotina no internato, as aparições públicas milimetricamente calculadas e os registros fotográficos de família devem compor o roteiro de formação do herdeiro. Não está descartada, inclusive, a repetição de símbolos: comentaristas já especulam sobre uma nova foto “de Eton”, desta vez com William, Kate, George, Charlotte e Louis, ecoando o retrato de Charles, Diana, William e Harry nos anos 1990.
A trajetória que começa a se desenhar agora deve influenciar não apenas o jovem príncipe, mas a própria forma como o Reino Unido enxerga sua monarquia: entre a manutenção da pompa tradicional e a tentativa de parecer mais humana, acessível e preparada para o século 21.
Qual é a idade do príncipe George?
O príncipe George tem 12 anos.